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22 de Junho de 2015, 07h:45 - A | A

JUDICIÁRIO / ESCÂNDALO DOS MAQUINÁRIOS

Blairo Maggi será interrogado em ação criminal nesta sexta

Juíza apura se houve o superfaturamento na ordem de R$ 44 milhões na compra de máquinas agrícolas, para o fomento do agronegócio, em 2009.

Reprodução

Na época do suposto crime, o senador Blairo Maggi (PR) era governador de Mato Grosso e foi inocentado pelo então juiz federal Julier Sebastião.

Na época do suposto crime, o senador Blairo Maggi (PR) era governador de Mato Grosso e foi inocentado pelo então juiz federal Julier Sebastião.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Na condição de testemunha, o senador Blairo Maggi (PR) vai prestar depoimento nesta sexta-feira (26) em uma das ações decorrentes do “escândalo dos maquinários”.

Esta ação, conduzida pela juíza Selma Rosane, corre na Sétima Vara Criminal de Cuiabá e está em fase de instrução.

12 réus respondem pelo superfaturamento no valor de R$ 44 milhões em compras de máquinas agrícolas, em 2009

12 réus respondem pelo superfaturamento no valor de R$ 44 milhões em compras de máquinas agrícolas, em 2009, época em que Maggi era governador de Mato Grosso.

Todos os denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) estavam envolvidos no programa “MT 100% Equipado”, voltado para a qualificação do agronegócio, entre eles o secretário Vilceu Marchetti (Infraestrutura), assassinado dia 7 de julho de 2014. A morte ainda está sendo investigada pela Polícia.

Julier, no entanto, inocentou o ex-secretário Éder Moraes (Fazenda) e Maggi, por isso ele está na condição de testemunha.

Marchetti e outro secretário de Maggi, Geraldo De Vitto (Administração), assim como as empresas citadas, foram condenados por improbidade administrativa pelo então juiz federal Julier Sebastião, na ação que tramita na Justiça Federal de Mato Grosso e está em fase de recurso. Julier, no entanto, inocentou o ex-secretário Éder Moraes (Fazenda) e Maggi, por isso ele está na condição de testemunha.

O MPE tentou reverter a situação pedindo a indisponibilidade de bens de Maggi e o ressarcimento aos cofres públicos do valor desviado, mas a juíza Célia Regina Vidotti julgou pela extinção o processo entendendo que não havia nenhum fato novo no processo que justificasse isso. 

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