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15 de Dezembro de 2016, 06h:30 - A | A

JUDICIÁRIO / ESQUEMA NA SEDUC

Alan Malouf nega tentativa de fuga e descarta acordo de delação premiada

Dono do Buffet Leila Malouf, empresário teve sua prisão decretada no começo da tarde de quarta-feira (14) pela juíza Selma Arruda

DA REDAÇÃO



O empresário Alan Malouf afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, em nenhum momento, pensou em fugir e que não há nenhum acordo de sua parte para fazer delação premiada.

Dono do Buffet Leila Malouf, o empresário teve sua prisão decretada no começo da tarde de quarta-feira (14).

Ele é acusado de integrar um esquema de fraudes em licitações de obras na Secretaria de Estado de Educação.

No fim da tarde, ele se apresentou à juíza Selma Arruda e foi encaminhado para uma cela no Serviço de Operações Especiais (SOE), da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), no bairro Centro América.

Na nota, divulgada no começo da noite de quarta-feira, Alan Malouf afirma que, assim que seu nome foi citado nas investigações da Operação Rêmora - que apontou as fraudes na Seduc -, ele informou às autoridades que estava à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.

"(...) Não existe ainda nenhum acordo de colaboração premiada sendo elaborado, conforme noticiado pela imprensa", diz a nota da assessoria da Malouf.

Propina
 
Na quarta-feira, após a decretação da prisão de Alan Malouf, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, deu início à terceira fase da Operação Rêmora, denominada "Grão Vizir".
 
A previsão é de que, além de Malouf, outras pessoas acusadas de envolvimento com o esquema na Seduc sejam presas.
 
Após fazer acordo de delação premiada com o MPE, depois de ficar sete meses na cadeia, o empreiteiro Giovani Guizardi citou Alan Malouf como o principal nome do esquema de fraudes.
 
Segundo ele, 50% da propina arrecadada eram entregues a ele e o restante, dividido com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB).
 

Na delação, Guizardi, que é dono da Construtora Dínamo, também afirmou que Alan Malouf teria doado R$ 10 milhões à campanha do governador Pedro Taques (PSDB), em 2016. 

Confira a íntegra da nota de Alan Malouf:
 

"Sobre a operação 'Grão Vizir', realizada nesta quarta-feira (14), que teve como alvo o empresário Alan Malouf, esclarecemos que desde o primeiro momento em que seu nome foi citado nas investigações da Operação Rêmora, o empresário informou às autoridades que estava à disposição para prestar os esclarecimentos devidos.

Assim que tomou conhecimento oficialmente da operação, Alan se apresentou espontaneamente ao juízo da 7ª Vara Criminal e reiterou a disposição de colaborar na elucidação dos fatos.

Ratificamos ainda que não existe nenhum acordo de colaboração premiada sendo elaborado, conforme noticiado pela imprensa.

A defesa do empresário aguarda ter acesso aos autos para tomar as medidas cabíveis e entrar com o pedido de liberdade.

Assessoria de imprensa"

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