DA REDAÇÃO
O governo de MT já tem destino certo para os R$ 109 milhões que deve receber ainda este mês, a título de repatriação promovida pelo governo federal. O governador Pedro Taques definiu que irá investir R$ 70 milhões na Saúde. O dinheiro será usado para pagamento dos hospitais regionais, aquisição de medicamentos, repasses aos municípios e pagamento de fornecedores.
O dinheiro da repatriação vem de valores aplicados por pessoas físicas e jurídicas de forma irregular no exterior. A União anunciou que arrecadou R$ 46,8 bilhões com os impostos e multas pagas pelas pessoas que decidiram regularizar o dinheiro.
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Os repasses ao Governo do Estado serão feitos em três datas, junto com o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Uma parte no dia 10, a outra no dia 20 e, a última, no dia 30 de novembro. A programação financeira já está disponível no site do Ministério da Fazenda.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, João Batista Pereira da Silva, a determinação do governador é que o valor seja processado de forma imediata para que chegue às prefeituras e hospitais. O corpo técnico da pasta prepara uma proposta detalhada sobre os investimentos.
“O governador está muito sensível às questões da Saúde e, juntamente com outros secretários, estamos fazendo uma força-tarefa para direcionar recursos financeiros e orçamentários para esta área como prioridade”, afirma João Batista.
Em Rondonópolis, por exemplo, Os médicos do Hospital Regional entraram em greve no sábado (5), alegando atraso salarial. Segundo os médicos, os pagamentos estão atrasados há três meses.
A direção do hospital disse que o não pagamento é consequêcia do atraso nos repasse que deveriam ser feitos pelo governo do estado.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o repasse da verba referente ao mês de agosto foi depositado e que os demais pagamentos, de setembro e outubro, já foram feitos parcialmente.
O dinheiro oriundo de impostos e multas pagas por 'aplicações' que estavam no exterior, deve amenizar, segundo do governo, parte da crise vivida pelo setor nos últimos meses.














