MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO
O servidor público Rodolfo da Silva Costa, 29 anos, encontrado inconsciente e gravemente ferido, na manhã da última segunda-feira (31), nas proximidades da Universidade de Cuiabá (Unic), no bairro Beira Rio, na Capital, não resistiu e morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal (HMC).
O rapaz foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital, onde deu entrada com diversos hematomas, inclusive na cabeça, suspeita de fraturas e atividade cerebral baixa, em estado gravíssimo.
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Ainda na terça-feira (1º), sem ter notícias de Rodolfo, a família registrou boletim de ocorrência denunciando o desaparecimento do rapaz. Quando o jovem foi localizado já na UTI do HMC.
De acordo com as primeiras informações, Rodolfo saía do trabalho na madrugada de segunda quando teria se envolvido numa discussão na rua e acabou espancado por dois homens. Caído na rua, ainda foi atropelado por um carro.
Imagens de câmeras de segurança registrou a sequência dos fatos e flagrou a vítima tentando correr dos agressores, mas foi perseguido e espancado. Veja os vídeos aqui.
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Ainda não há informações sobre a identidade dos acusados e identificação do carro que atropelou o rapaz.
O caso, que segue em investigação pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), inicialmente registrado como tentativa de homicídio, passa a ser apurado como homicídio doloso, quando há intenção de matar, já que Rodolfo morreu no hospital.
Familiares e amigos acreditam que o jovem tenha sofrido crime de ódio por ser homossexual e pedem justiça pelo rapaz.
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), lamentou a morte e cobrou providências firmes das autoridades.
“Com muita tristeza e também sentimento de revolta recebi a notícia do falecimento do Rodolfo, que era servidor da Secretaria Municipal de Saúde e que foi vítima de uma brutal e covarde violência, digna de repúdio de toda a sociedade e de uma ação rápida e eficaz dos órgãos de polícia e da Justiça, no sentido de identificar os responsáveis por tamanha crueldade e puni-los na forma da lei. Neste momento de dor, isso é o mínimo que a família merece e espera. À ela e a todos os que conviveram com Rodolfo, estendo meus mais sinceros sentimentos”, cobrou Emanuel.













