KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Os professores e outros trabalhadores da rede estadual de educação de Mato Grosso estão em estado de greve a partir desta segunda-feira (8) e, se as negociações com o governo do Estado não avançarem em junho e julho, já deixaram um indicativo de paralisação, por tempo indeterminado, para o segundo semestre (15 de agosto), após o recesso escolar.
Os docentes querem um piso de R$ 1.958, alegando que é o que conquistaram, de forma escalonada, na greve de 2013
A categoria esteve reunida em assembleia geral na tarde desta segunda, para decidir os rumos da campanha salarial de 2015.
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Os docentes querem um piso de R$ 1.958, alegando que é o que conquistaram, de forma escalonada, na greve de 2013. Na Lei 510/2013, ficou determinado um reajuste de 6% mais a reposição da inflação para 2015.
O governo do Estado está negociando de forma uniforme junto ao Fórum Sindical com todos os servidores oferecendo 6,11% de INPC, referente ao ano de 2014, pagando em duas vezes, sendo a primeira já em maio, de 3,11%, e outra de 3,11% em novembro, além dos resíduos deste período, em janeiro. Desta forma o piso dos professores vai para R$ 1.901.
“Queremos que o governo cumpra a lei e não aceitamos o escalonamento”, afirmou o presidente do Sintep
“Queremos que o governo cumpra a lei e não aceitamos o escalonamento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep-MT), Henrique Lopes do Nascimento, minutos após a assembleia.
Segundo ele, para um governo que disse em campanha que teria “mania de educação”, agora, após ser eleito, não pode se esquecer do docente e dos trabalhadores do ensino. “Sem educador não tem educação”, pontua o sindicalista.
Ainda de acordo com deliberação da assembleia, o Sintep vai organizar junto à rede uma paralisação de 24 horas para o dia 17, com o lançamento de um manifesto dos educadores e outros servidores insatisfeitos com o escalonamento.
Sintep vai organizar junto à rede uma paralisação de 24 horas para o dia 17, com o lançamento de um manifesto dos educadores e outros servidores insatisfeitos com o escalonamento.
Até agosto, professores e funcionários das escolas estaduais vão tentar negociar com o governador Pedro Taques (PDT).
O Gabinete de Comunicação (GCom) afirmou ao
que a posição do Governo já está dada e que não haverá conversas em separado, até pela questão do isonomia constituiconal.
O piso da rede estadual de Mato Grosso está entre o quinto e sexto, com relação aos demais estados.
A rede estadual tem 45 mil servidores, sendo 22 mil professores e 450 mil alunos.















