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09 de Dezembro de 2016, 13h:40 - A | A

GERAL / PRINCIPAIS VIAS

Prefeitura de Várzea Grande vai implantar fiscalização por radares em 2017

Em janeiro, a Prefeitura dará início ao processo de licitação para a implantação de radares, lombadas eletrônicas, além de semáforos “inteligentes”.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



A Prefeitura de Várzea Grande vai aderir à fiscalização eletrônica por meio de radares nos pontos de trânsito considerados críticos, na cidade.

A implantação, foi definida após estudo elaborado pela Secretaria Municipal de Defesa Social do município. A avaliação considera necessária maior fiscalização em cerca de 60 pontos.

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“A partir de final de janeiro, início de fevereiro, nós vamos lançar as licitações correspondentes. Se tudo der certo, se não tiver nenhum problema, eu penso que em agosto já teremos alguns equipamentos em teste”, disse o secretário Alexander Maia.

Com o objetivo de conter os abusos cometidos pelos condutores, a medida já foi aprovada pela prefeita Lucimar Campos (DEM).

“Nós apresentamos para a prefeita um estudo mostrando os dados dos acidentes de trânsito em Várzea Grande, os custos do Município com saúde por conta, efetivamente, desses acidentes – 70% deles envolvendo motociclistas. E nós verificamos que precisamos atuar de maneira mais intensa na fiscalização do trânsito no nosso município”, explicou o secretário da pasta Alexander Torres Maia ao .

Por conta desse cenário, ele afirma que, a partir de janeiro de 2017, com a mudança da atribuição de Mobilidade Urbana da Secretaria de Serviços Públicos para a Defesa Social, ele dará início ao processo de licitação para adquirir equipamentos de fiscalização eletrônica, como radar, lombada e semáforo inteligente, este que funciona também com uma câmera integrada que flagra o avanço do semáforo, o motorista que para em cima da faixa de pedestre e também o excesso de velocidade, ou seja, um aparelho multiuso.

"Infelizmente, nós temos uma verdadeira indústria de infratores de trânsito no município! Se não tiver a fiscalização, simplesmente o cidadão acha que o direito dele é o que importa a despeito, inclusive, de colocar a vida das pessoas em risco”, disse o secretário.

“A partir de final de janeiro, início de fevereiro, nós vamos lançar as licitações correspondentes. Se tudo der certo, se não tiver nenhum problema, eu penso que em agosto já teremos alguns equipamentos em teste”, disse o secretário.

Com relação a quanto será gasto com a contratação dos instrumentos para o trânsito, o secretário disse que ainda não é possível falar em valores enquanto a licitação não for aberta. “Nós vamos fazer um pregão eletrônico, não tem como estimar agora. Nós vamos dizer o que nós queremos e as empresas vão dizer quanto custa. Quem tiver o menor preço é que vai ser atendido”, informou.

Implantação paulatina

De acordo com o gestor, as instalações dos dispositivos não ocorrerão todas de uma só vez. Segundo Maia, “tudo vai depender de como a sociedade vai responder”. A ideia é instalar primeiro em pontos mais críticos, como nas avenidas da FEB, 31 de Março, Guarita e Júlio Campos, onde normalmente ocorrem os maiores fluxo e registro de excesso de velocidade e acidentes. “Se a população começa a se conscientizar e começa a adotar esse padrão sem a necessidade da fiscalização, nós não precisaremos dos 60 pontos”, explicou.

Para o secretário, “o que não dá mais é motorista, em Várzea Grande, achar que não precisa cumprir a lei, a ponto de andar sem cinto de segurança na nossa cidade, aí atravessa a ponte e coloca o cinto de segurança”, criticou.  

Alexander Maia afirma que desde o último ano, o Município de Várzea Grande tem investido na fiscalização e trânsito, chegando a R$ 1 milhão em recursos para aquisição de equipamentos de trabalho e capacitação da Guarda Municipal, que hoje conta com 25 agentes especializados em trânsito. Mesmo assim, o crescimento na fiscalização, também acarretou na detecção da dimensão do problema. Um exemplo: enquanto em maio deste ano, os agentes de trânsito fizeram 200 notificações, no mês de outubro, foram registradas 2.580 notificações.

“É um salto imenso! Isso comprova a necessidade de que nós possamos continuar investindo na fiscalização do trânsito porque nós temos certeza absoluta que é uma grandeza de proporção inversa: quando mais fiscalização você tem, menos acidentes são registrados”, comenta Maia.

O secretário acredita que apesar de grande parte dos condutores várzea-grandenses não respeitarem as leis de trânsito, os resultados devem surgir com o tempo. “É tudo um processo. Veja há quanto tempo Cuiabá tem investido na mobilidade urbana e agora os números começam a ser mais favoráveis. Educação para o trânsito é para médio e longo prazo”, avalia.

Indústria da multa x Indústria da Infração

Alexander Maia também afasta a ideia de que a implantação dos equipamentos de fiscalização seja uma forma de aumentar a arrecadação do Município. “Nós queremos preservar a vida. Agora, se o camarada não está preocupado com a vida dos outros, então ele tem mais do que obrigação de pagar isso aí mesmo. (...) Infelizmente, nós temos uma verdadeira indústria de infratores de trânsito no município! Se não tiver a fiscalização, simplesmente o cidadão acha que o direito dele é o que importa a despeito, inclusive, de colocar a vida das pessoas em risco”, disse o secretário.  

O gestor ressalta ainda que tudo o que for arrecadado com as multas de trânsito, será revertido para investimentos em mobilidade urbana, conforme determina a lei. “Nós podemos fazer asfalto, nós podemos investir em campanhas de educação para o trânsito, podemos adquirir outros equipamentos, como cone, radar manual. 100% dos valores devem ser investido nisso”, garante.  

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