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27 de Outubro de 2026

06 de Março de 2023, 10h:10 - A | A

GERAL / ESQUEMA DE R$ 3,2 MILHÕES

Ministério Público denuncia servidoras da Saúde de Cuiabá por inserirem medicamentos "fantasmas" no sistema

Raquell e Jussiane registravam notas fiscais e constatavam o recebimento de medicamentos que, ao que tudo indica, nunca foram entregues.

Davi Valle

Servidoras inseriram dados falsos no sistema de gerenciamento de estoque da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).

Servidoras inseriram dados falsos no sistema de gerenciamento de estoque da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou as servidoras Jussiane Beatriz Perotto e Raquell Proença Arantes por inserirem dados falsos no sistema de gerenciamento de estoque da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).

A denúncia foi feita na última sexta-feira (24) e assinada pelo promotor Carlos Roberto Zarour Cesar, com base em investigação da Polícia Civil que desencadeou a Operação Hypnos. As apurações expuseram esquema de mais R$ 3,2 milhões na Saúde.

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De acordo com o MPMT, Raquell e Jussiane registravam notas fiscais e constatavam o recebimento de medicamentos que, ao que tudo indica, nunca foram entregues. Raquell era a servidora responsável por registrar a aquisição do medicamento. Ela era chefe da central de abastecimento de farmácia da ECSP.

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“A denunciada, agindo de forma livre e consciente, em unidade de ações e desígnios com o grupo criminoso, valendo-se de sua condição de chefe da central de abastecimento de farmácia da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, inseriu, por duas vezes, dados falsos no sistema, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem", detalha a denúncia.

Conforme a denúncia, Raquell emitiu dados falsos no sistema da farmácia da entrada de medicamentos fornecidos pela Remocenter Serviços Médicos, apontada como empresa fantasma, por duas vezes. Com o Midazolan, um dos remédios ‘adquiridos’, foram gastos mais de R$ 1 milhão na suposta compra.

Em outra nota fiscal lançada pela servidora, foi identificado que o processo do pagamento não foi identificado. “Corroborando os indícios da prática do crime de inserção de dados falsos no Sistema TI, conforme exaustivamente descrito nos tópicos anteriores, a empresa Remocenter não possuía registro de entrada no estoque do medicamento Midozalan”, diz trecho.

Jussiane era a servidora responsável pelo recebimento dos medicamentos, pela conferência dos medicamentos e pelo atesto da nota fiscal. Ela também registrou por duas vezes a entrada de medicamentos adquiridos com a Remocenter.

Segundo a investigação, os remédios nunca chegaram a ser entregues à Empresa Cuiabana.

Denúncia

A denúncia foi feita na última sexta-feira (24) e assinada pelo promotor Carlos Roberto Zarour Cesar com base em investigação da Polícia Civil que desencadeou a Operação Hypnos. As apurações expuseram esquema de mais R$ 3,2 milhões na Saúde.

Além delas, também foram denunciados o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, seu cunhado, João Batista de Deus Júnior; Eduardo Pereira Vasconcelos; Maurício Miranda de Mello; João Bosco da Silva; Gilmar Fortunato; Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva e João Victor Silva.

Os denunciados devem responder por diversos crimes, entre eles: associação criminosa, peculato majorado, contratação direta indevida, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

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