RepórterMT/Reprodução

Apenas urgência e emergência são atendidas na unidade do terceiro maior município do Estado.
RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
Por falta de pagamento, os médicos do Hospital Regional de Rondonópolis (214,8 km de Cuiabá) decidiram suspender as atividades na segunda-feira (8). Somente pacientes em situação de urgência e emergência são atendidos na unidade.
Segundo a presidente interina do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado (Sisma-MT), Ana Cláudia Machado, os médicos alegam que estão sem receber a mais de 120 dias e que decidiram suspender os atendimentos para pressionar a administração do hospital para conseguir acertar os atrasados.
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O Hospital Regional de Rondonópolis é administrado pelo Instituto Gerir, organização social que também comanda o hospital de Sinop (480,9 km de Cuiabá).
A presidente interina do Sisma ainda pontuou que a unidade vem passando por diversos problemas, como alagamento, falta de insumos para atendimento à população, além da falta de pagamento. Ela declarou também que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) repense a forma de gestão dos Hospitais Regionais do Estado, pois, segundo ela, as organizações sociais não cumprem as obrigações.
“Espero que o novo Governo repense essa forma de gestão das unidades do Estado, já está mais que provado que terceirizados não dão conta e não fazem os serviços que deveriam fazer”, cita.”, cita.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) disse que o valor mensal a ser repassado para o Instituto Gerir é de R$ 5,4 milhões. Desse total, a pasta havia repassado na última quarta-feira (3) R$ 1,8 milhão “e o saldo está sendo programado para pagamento ainda esta semana assim que os recursos forem disponibilizados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz)”.
Até o fechamento desta reportagem, o Instituto Gerir não se posicionou sobre a paralisação dos médicos.
Alagamentos
Em setembro, as Vigilâncias Sanitárias do Estado e de Rondonópolis interditaram parte do Hospital Regional, após a unidade de saúde ficar alagada devido ao telhado não ter resistido à forte chuva.
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