RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Ao defender que estados e municípios sejam novamente incluídos na Reforma da Previdência, o governador Mauro Mendes (DEM) revelou nesta semana que cerca de 10 mil servidores estaduais se aposentarão nos próximos quatro anos, o que pode quebrar de vez o Mato Grosso Previdência (MTPrev) até 2022, quando termina seu primeiro mandato.
O governador destacou que atualmente a receita anual do MTPrev gira em torno de R$ 170 milhões, no entanto, as despesas ultrapassam R$ 270 milhões, ou seja, no ano passado foram aportados pelos cofres públicos pouco mais de R$ 1 bilhão.
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“Só para se ter uma ideia, aqui em Mato Grosso todo mês, o que se arrecada com a Previdência, descontando 11% dos servidores, mais 22% que o Estado paga por tê-los como nossos servidores, faltam por mês R$ 100 milhões”, lembrou o governador.
“A Previdência coloca o Brasil num caminho de risco absolutamente gigante. Só para se ter uma ideia, aqui em Mato Grosso todo mês, o que se arrecada com a Previdência, descontando 11% dos servidores, mais 22% que o Estado paga por tê-los como nossos servidores, faltam por mês R$ 100 milhões”, lembrou.
Em seguida, Mauro Mendes disse que, por mês, aproximadamente 200 servidores são aposentados, o número representa 2.400 trabalhadores migrando para o MTPrev todos os anos.
“Até 2022 vamos ter mais servidores aposentados que trabalhando e aí vamos precisar de mais dinheiro do bolso do contribuinte para pagar aposentados. Mudamos isso ou vamos quebrar o sistema da previdência ou a sociedade, que não irá aguentar mais impostos”, argumentou.
Um relatório realizado pela consultoria atuarial Exacttus, apresentado pelo Governo no primeiro semestre deste ano, aponta a expectativa de déficit de R$ 57 bilhões entre todos os poderes, considerando a taxa de juros de 4,5%. Déficit atuarial é a contabilidade realizada para estimar o saldo devedor da previdência de Mato Grosso nos próximos 75 anos.
“Todo mês o Estado pega um pouco do dinheiro do ICMS que vocês [contribuintes] pagam na energia elétrica, do combustível, comida, roupa, de tudo que é comprado para pagar isso para os aposentados e pensionistas”, concluiu Mauro.















