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10 de Novembro de 2014, 20h:55 - A | A

GERAL / HOSPITAL JÚLIO MÜLLER

Licitação não tem data para ocorrer; 'abacaxi' de R$116 milhões fica para Taques

Márcia Vandoni, secretária de Cidades disse que a está fazendo um levantamento do que já foi executado pelas empresas, para poder repassar à equipe de transição do governador eleito.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



A secretária de Estado de Cidades, Márcia Vandoni, afirmou nesta segunda-feira (10) que a construção do novo Hospital Universitário Júlio Muller permanece sem data marcada para continuar, e que todo processo licitatório será realizado pelo governador eleito Pedro Taques (PDT), a partir de 1º de janeiro.

De acordo com ela, o consórcio, formado pelas empresas Normandia, Phoenix e Endeme, não vinha cumprindo os prazos determinados, e chegaram a evoluir apenas 9% da obra em dois anos. Diante da ineficácia das empresas, o Governo optou por romper o contrato, que foi assinado em 2012.

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“Certamente, o próximo Governo fará uma nova licitação. Até por uma questão ética, não vamos dar continuidade nesse processo. Se está entrando um novo governo, não devo deixar a licitação em andamento pra ele. São eles que têm que fazer”, disse ela.

"Rescindir o contrato foi a melhor solução, porque a empresa estava com a qualidade muito ruim, sem planejamento, faltava ritmo. Se continuássemos naquela lentidão, teríamos a obra em 10 anos"

Vandoni disse que está fazendo um levantamento do que já foi executado pelas empresas, para poder repassar à equipe de transição a planilha de composição, mas deixou claro que não há como mensurar sobre os prazos de execução da obra, orçada em R$ 116 milhões.

Parte do orçamento para a construção do hospital é do Ministério da Educação, já que a unidade está sob a responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

“Rescindir o contrato foi a melhor solução, porque a empresa estava com a qualidade muito ruim, sem planejamento e faltava ritmo. Se continuássemos naquela lentidão, teríamos a obra em 10 anos, e a obra é para dois anos”. Sobre a possibilidade de a empresa ter causado prejuízos ao erário público, a secretária não descartou a possibilidade, mas disse que ainda está realizando esse levantamento.

“É uma avaliação que será feita, mas tudo que nós fizemos foi conversado coma Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que é ligada ao Ministério da Saúde. Também foi conversado com a UFMT, tanto que na comissão de fiscalização dessa obra duas pessoas eram da universidade”.

O PROJETO

O novo hospital, localizado no Campus II da UFMT no km 12 da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), deve funcionar como uma unidade de referência para os casos de alta complexidade.

Serão 250 leitos, além de 23 leitos de UTI adulto, 16 de UTI pediátrica, 20 de UTI neonatal e 26 leitos de pronto-atendimento adulto e infantil, sete salas de parto, seis salas de cirurgia e três salas para endoscopia cirúrgica.

A estrutura contará com banco de leite, banco de sangue, farmácia, clinica de ginecologia e obstetrícia e diversos laboratórios.

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