RAFAEL COSTA
DO REPÓRTERMT
A juíza da 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves, manteve no dia 9 de outubro a prisão preventiva do advogado Nauder Júnior Andrade, preso desde o dia 18 de agosto por tentar matar a namorada, E.T.M, 29 anos, com barras de ferro.
A defesa havia solicitado a revogação da prisão preventiva por entender que há falta de elementos necessários para justificar a vigência. Porém, a magistrada destacou a gravidade dos fatos e a necessidade de preservar a integridade física da vítima. Mesmo cumprindo medidas protetivas, a magistrada entendeu que o advogado pode praticar uma conduta ainda mais grave.
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"Logo, se colocado em liberdade, poderá reiterar na conduta criminosa, inclusive podendo cometer crime muito mais grave ou ainda, evadir-se do distrito da culpa, inclusive, após a suposta prática do delito em comento, o autuado internou-se em uma clínica de reabilitação na cidade de Chapada dos Guimarães/MT, sendo certo que no caso dos autos, a aplicação de medidas diversas da prisão, por ora, não se mostra suficiente para conter o espírito infrator do custodiado, apaziguar o meio em conflito e asseguraro o cumprimento das medidas protetivas a vítima", diz um dos trechos da decisão.
Ação penal
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou criminalmente o advogado Nauder Júnior Alves Andrade.
De acordo com o MP, o homicídio tentado foi cometido por motivo fútil, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por razões da condição do sexo feminino (feminicídio). Além disso, o advogado foi denunciado pelos crimes de ameaça e cárcere privado.
Conforme a denúncia, o casal namorou por cerca de 12 anos e que a relação sempre foi conturbada, por conta do comportamento agressivo do advogado, que seria usuário de entorpecentes.
No dia 18 de agosto, o casal estava na residência da vítima já deitado, dormindo, quando por volta das 3h da madrugada Nauder se levantou e foi até o banheiro, onde teria usado drogas.
Ao voltar para o quarto, diz a denúncia, ele tentou manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa da vítima, Nauder teria passado a agredi-la com violentos socos e chutes, além de impedir por horas que ela saísse de casa.
O MP relata ainda que vítima tentou fugir, mas a casa estava trancada e Nauder a ameaçava o tempo todo dizendo que “acabaria com ela”.














