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03 de Março de 2023, 19h:25 - A | A

GERAL / ESTADO QUER A CONCESSÃO

Justiça Federal nega pedido da MT Par para suspender licitação do Parque de Chapada

Governo alega que pode investir R$ 200 milhões em quatro anos. Empresa vencedora, tem trinta anos para investir R$ 18 milhões.

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Justiça negou recurso da MT Par para suspender decisão que tirou empresa da disputa pelo Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Justiça negou recurso da MT Par para suspender decisão que tirou empresa da disputa pelo Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou o pedido da MT Par, empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso, para suspender os efeitos do despacho que rejeitou a “Garantia de Proposta” oferecida pela empresa mato-grossense, no processo licitatório do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Trata-se de um item obrigatório que precisava ser apresentado por todas as concorrentes no certame e que resultou na eliminação da MT Par do processo de licitação, realizado em dezembro de 2022.

Em sua alegação, a MT Par disse que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estaria impedindo a sua participação no processo licitatório para a prestação de serviços de apoio à visitação, revitalização, modernização, operação e manutenção dos serviços turísticos no parque.

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Na prática, a MT Par queria que a licitação ocorresse novamente, para que a sua proposta fosse levada em consideração. Mas o recurso foi negado.

“Denota-se que os fundamentos jurídicos apresentados pela impetrante não são relevantes a ponto de justificar a concessão da liminar, tendo em vista que a decisão impugnada está fundamentada na ausência de apresentação de documentos e, consequentemente, de comprovação dos requisitos do Edital”, diz trecho da decisão do desembargador Daniel Paes Ribeiro.

A vencedora da licitação foi a empresa Parques Fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura. O certame, realizado em 22 de dezembro de 2022, foi conduzido pela B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

O valor da proposta apresentada pela empresa vencedora foi de R$ 1.009.132,27. O prazo para concessão é 30 anos e prevê a prestação de serviços públicos de apoio à visitação, revitalização, modernização, operação e manutenção dos serviços turísticos do parque.

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A previsão de investimentos ao longo do período de concessão é de R$ 18 milhões em infraestrutura, além da expectativa de mais R$ 200 milhões aplicados em operação e gestão.

O Governo de Mato Grosso, contudo, contesta o resultado alegando que tem disponibilidade de investir R$ 200 milhões em quatro anos no parque.

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