EDUARDA FERNANDES
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O promotor de Justiça Vinícius Gahyva rebateu, na manhã de hoje (30), a estratégia das defesas dos acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri de tentar descredibilizar a vítima perante os jurados. A declaração foi dada antes do início do segundo dia do julgamento, no Fórum de Cuiabá.
Antes do início dos trabalhos do segundo dia de julgamento, Gahyva afirmou à imprensa que a conduta ou o perfil de Zampieri não têm relação com a tese apresentada por réus que negam participação no homicídio.
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“A figura da vítima pouco importa para o desenvolvimento de uma tese. Se a pessoa nega autoria, e nega envolvimento no crime, o que importa se a vítima era daquele jeito ou desse jeito? Não faz diferença alguma”, afirmou.
O promotor criticou ainda o uso de argumentos voltados a desqualificar Zampieri como forma de justificar as teses defensivas apresentadas durante o julgamento.
“Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é que uma retórica que se coloca a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, acrescentou Gahyva.
Gahyva reforçou que quem está submetido ao julgamento são os acusados e é sobre a participação deles no assassinato que os jurados deverão decidir. O Ministério Público sustenta que as provas reunidas durante a investigação demonstram a existência de uma articulação para executar o advogado.
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No banco dos réus estão Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de atuar na intermediação e na logística do crime; e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado pela acusação como participante da articulação e do financiamento da execução.
Durante o primeiro dia do júri, as testemunhas foram questionadas pelas defesas e pela acusação sobre as circunstâncias do assassinato e sobre os elementos reunidos nas investigações. O delegado da Polícia Federal Marco Bontempo declarou aos jurados que mensagens, ligações telefônicas e dados extraídos de celulares sustentam, segundo a investigação, a participação dos acusados.
Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá. O Ministério Público aponta que o crime teria relação com uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Mato Grosso.
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