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10 de Maio de 2022, 17h:05 - A | A

GERAL / CASO TONI FLOR

Juiz nega 'pedido humanitário' e mantém presa mulher que mandou matar marido

O empresário foi morto com cerca de cinco tiros em agosto de 2020 na frente de uma academia no bairro Santa Marta.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



A Justiça de Mato Grosso negou, nesta terça-feira (10), um "pedido humanitário" da empresária Ana Claudia de Souza Oliveira Flor e manteve a prisão da ré, acusada de mandar matar o próprio marido, o também empresário Toni da Silva Flor, em Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal da Capital.

O empresário foi morto com cinco tiros, em agosto de 2020, na frente de uma academia no bairro Santa Marta.

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De acordo com o documento, Ana Claudia alegou questões humanitárias para pedir prisão domiciliar, tendo em vista que possui três filhas menores.

Entretanto, para o magistrado, a empresária é a "arquiteta intelectual" do homicídio que vitimou seu marido e pai das menores. Além disso, enfatizou o perigo que decorre do estado de liberdade da ré.

"A mesma não reúne elementos necessários à cautelar requerida, e é de fácil constatação que as crianças não estão desguarnecidas de cuidados, muito pelo contrário, estão assistidas pela avó materna que vem cumprindo com zelo o múnus, haja vista os informes de que as menores estão passando por acompanhamento com profissionais da saúde", diz trecho de decisão.

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O crime ocorreu no dia 11 de agosto, no momento em que a vítima chegava à academia. A vítima correu para o interior da academia, sendo socorrida e encaminhada para o Pronto Socorro Municipal, com quatro ferimentos de arma de fogo. Toni chegou ao hospital consciente, sendo encaminhado imediatamente para cirurgia, porém não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

De acordo com os autos do processo, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) afirmou que o crime foi praticado por motivo torpe, sendo que Ana Cláudia teria agido com objetivo de se apropriar de todos os bens do companheiro, tendo em vista que Toni já tinha manifestado desejo de romper o casamento, após cerca de 15 anos juntos.

Além da empresária, respondem pelo crime Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva, Ediane Aparecida da Cruz Silva. Já Sandro Lucio dos Anjos da Cruz Silva, foi acusado por falso testemunho.

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