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Cuiabá, 28 de Agosto de 2025
28 de Agosto de 2025

29 de Outubro de 2021, 14h:50 - A | A

GERAL / 103 DIAS DE DESESPERO

Juiz dá guarda a avô, mas menina segue desaparecida

A menor I.P.P.A., de 8 anos, está desaparecida desde o dia 18 de junho, quando foi levada pelo próprio pai para o interior de São Paulo.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



Uma decisão do juiz Luís Fernando Voto Kirche, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, determinou que o avô paterno, o defensor público Air Praeiro Alves, fique com a guarda provisória da menina I.P.P.A., de 8 anos, “sequestrada” em junho pelo próprio pai, o advogado João Vitor Praeiro Alves.

Apesar da determinação judicial, assinada no dia 19 de outubro, a criança segue desaparecida. Ao , a mãe da criança, a enfermeira Marina Pedroso Ardevino, contou que nesta sexta-feira (29) completa-se 103 dias que não ouve nem a voz da filha.

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“Eu estou acabada, arrasada e enojada com essa decisão. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Hoje fazem 103 dias que não sei nem o que é ouvir a voz da minha filha. Como um juiz tira a guarda de uma filha de uma mãe e passa para alguém que nunca teve relação afetiva com ela?”, questionou emocionada.

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“O avô sempre morou em Cuiabá e nesses oito anos ele nunca nem ligou para saber da minha filha. Ele se separou da esposa quando a Isadora tinha dois anos e desde então ele nunca teve contado com a minha filha. Isso que me deixa mais desesperada”, completou.

Marina explicou que João Vitor já tomou conhecimento da decisão e que mesmo assim, não trouxe a criança para Cuiabá, onde o pai dele e atual detentor da guarda da menina mora. Além disso, ela disse que já entrou em contato com a escola onde a menina foi matriculada, mas que ela não tem frequentado as aulas.

“Ele já foi informado da decisão, este final de semana já era para eu poder ver a minha filha, mas ele não trouxe ela. O que revolta é que apesar da decisão ele não cumpre e nada acontece. Já entrei em contato com a escola, mas me disseram que ela não está frequentando as aulas.”, afirmou.

Por meio de nota, a defesa de Marina informou que protocolou uma reclamação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso contra a decisão do magistrado.

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De acordo com o documento, a "atuação do magistrado nos processos tem sido parcial, negligente e morosa, bem como não tem priorizado a proteção integral da criança e o melhor interesse, expondo a menor a risco de vida".

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) marcou para o dia 8 de novembro uma audiência presencial para ouvir a menor.

“Minha esperança é que ele (João Vitor) traga a minha filha para a audiência. Eles estão fazendo de tudo para tirar minha menina de mim, mas eu tenho fé e não vou desistir”, enfatizou enfermeira.

O caso

A enfermeira tinha, até então, guarda compartilhada da filha com João Vitor. Os termos da divisão da tutela foram rompidos e a criança levada contra a vontade e conhecimento dela para São Paulo. 

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O advogado se recusou a entregar a filha, descumprindo, inclusive, mandado de busca e apreensão.  No dia 28 de setembro Isadora foi incluída, por meio de decisão da Justiça de Mato Grosso, no Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.

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