MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO
Os profissionais da rede estadual de ensino ameaçam nova greve na próxima quarta-feira (21). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), o Governo do Estado deu “calote” nos servidores ao não depositar os valores programados para esta terça-feira (20) referente ao corte de ponte.
A greve da categoria durou 75 dias e só teve fim no dia 14 de agosto, após assembleia geral.
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Há um número significativo de profissionais da Educação que não tiveram os subsídios depositados, na folha complementar de agosto. O Sindicato alega que não houve critério técnico quanto a não inclusão, e até alguns trabalhadores que retornaram antes do encerramento da greve não receberam.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que aqueles que ficaram sem o pagamento irão receber no dia 10 de setembro. A Seduc explicou que algumas escolas excederam o prazo limite para enviar planilha com os nomes daqueles profissionais voltaram às aulas.
Uma reunião foi agendada, para o dia 21 de agosto, na Casa Civil. O intuito é tratar sobre os profissionais que estão sem os salários. Caso não ocorra um entendimento, a classe entende como retaliação do Executivo e ameaça tomar medidas.
Greve
A greve dos servidores da Educação atingiu ao menos 93 municípios.
O governador Mauro Mendes (DEM), se negou a conceder aumento de 7,69%, pois, haveria um rombo na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em contrapartida, ele sinalizou um aumento para 2020.
No dia 30 de julho, houve um novo desfecho, a desembargadora Maria Erotides julgou a greve como “abusiva” e determinou o retorno dos profissionais aos seus postos de trabalho no prazo de 72 horas, sob pena de multa no valor de R$ 150 mil por dia, mas mesmo assim a paralisação foi mantida.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recomendou aos professores o retorno às salas de aula, tendo em vista a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que poderia ser instaurado por abandono de cargo.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) notificou os trabalhadores para que retornassem aos postos, com o risco de demissão caso fosse descumprida a determinação.








