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18 de Novembro de 2016, 15h:14 - A | A

GERAL / “ENSINO SUPERIOR”

Grevistas da UFMT bloqueiam guaritas e trancam portões, impedindo acesso de estudantes

Os bloqueios de acesso têm sido promovidos pelos técnicos administrativos, que estão em greve desde o dia 24 de outubro. Alunos reclamam que uma guarita permanece bloqueada e o acesso ao Bloco da Educação está interditado.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reclamaram ao , que desde a semana passada têm sido parcialmente impedidos de entrarem de carro, na unidade de ensino, já que os técnicos administrativos, que estão em greve desde o dia 24 de outubro, mantém bloqueada uma das guaritas de acesso ao campi. Além disso, os manifestantes estariam prejudicando a realização de aulas.

“Já estão com indicativo de greve e todos já estão falando que é inevitável. Então dia 25 [de novembro] é o tempo limite, inclusive, os professores não estão marcando nada por causa disso”, garante o aluno de Direito.

De acordo com informações, um grupo de alunos de psicologia e pedagogia também participa da paralisação e que ocupa o bloco do Instituto de Educação da universidade, onde trancaram portões, impedindo a entrada dos estudantes, eles afirmam que pretedem aumentar o número de manifestantes para fechar novas alas do complexo.

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De acordo com o aluno do curso de Direito da UFMT, Daniel Hoffmann, os manifestantes chegaram a fechar as duas guaritas da unidade para evitar o acesso de veículos no local, mas esta semana os alunos conseguiram desbloquear uma delas.  “A que fica para o lado do [bairro] Boa Esperança ainda está trancada. Eles meteram um monte de cadeado e corrente. Perguntei para os seguranças se foi a reitoria que mandou colocar, eles me informaram que não, que foram os técnicos. Se acontecer uma emergência não tem como abrir”, relatou.

Além dos problemas com os técnicos administrativos paralisados, os alunos irão enfrentar outra greve, desta vez, a dos professores. “Já estão com indicativo de greve e todos já estão falando que é inevitável. Então dia 25 [de novembro] é o tempo limite, inclusive, os professores não estão marcando nada por causa disso”, garante o aluno de Direito.

A assessoria de imprensa da UFMT confirma que os professores aprovaram, em assembleia geral nesta quinta-feira (17), o indicativo de greve, mas aguarda uma decisão final do Sindicato Nacional, que se reunirá neste fim de semana, em Brasília, para discutir a paralização com outras categorias sindicais distribuídas pelo país.

A preocupação dos estudantes, que já passaram por uma greve recentemente, é com a conclusão do semestre. “Já estamos com o calendário defasado por causa de outras greves e isso vai prejudicar ainda mais. Para você ter uma noção, tivemos férias em setembro e só íamos terminar o semestre em abril do ano que vem”, reclamou.  

Os servidores afirmam que a paralização tem como principal reivindicação a não aprovação da PEC 55 (ou PEC 241), que foi aprovada na Câmara e agora será analisada no Senado. A proposta congela os gastos da União, com os direitos sociais, por vinte anos. Além de desaprovarem as propostas de reforma do Ensino Médio, Trabalhista e da Previdência. 

ASSEMBLEIA

Ainda nesta sexta-feira, um grupo de estudantes promete fazer uma a assembleia-geral no pátio da UFMT para discutir os temas da greve.

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Paulo Cbá 18/11/2016

Impedem os ônibus também de circular pelo campus, deixando milhares de alunos e funcionários que trabalham a merce de assaltos ou coisas piores, pois precisam caminhar até a Fernando Correa, no escuro, para conseguir transporte. Gostaria de saber em fechamentos de guarita afetam o legislativo e executivo federal, esse Sintuf deveria ir trabalhar ou fechar a guarita do congresso, mas peitar os alunos e terceirizados é mais fácil que peitar a tropa de choque da policia legislativa e PMDF.

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