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15 de Junho de 2021, 11h:55 - A | A

GERAL / DEPOIMENTO EM CPI

Empresário diz que notificou Secretaria de Saúde sobre medicamentos vencidos

Empresa Norge Pharma assumiu o Centro de Distribuição de Medicamentos em fevereiro de 2020 e disse que fez um levantamento sobre os produtos e notificou a SMS

Reprodução

Dirceu Pedroso Junior é dono da Norge Pharma

Dirceu Pedroso Junior é dono da Norge Pharma

DA REDAÇÃO



A Norge Pharma, empresa que administra o Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos (CDMIC), informou não há qualquer envolvimento com processo de compra de remédios pela Secretaria de Saúde de Cuiabá. O diretor da empresa, Dirceu Pedroso, afirma que os produtos encontrados vencidos foram adquiridos antes da contratação da empresa.

Ao constatar o problema, a empresa que foi contratada em fevereiro de 2020, a Secretaria Municipal de Saúde foi imediatamente informada. Segundo Pedroso, quando assumiu a gestão do CDMIC, foi realizado um levantamento de todo o estoque.

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“Tudo isso pode ser verificado por meio de notas fiscais de compra. Não podemos descartar, sem a autorização da secretaria. Quando vence retiramos das prateleiras e enviamos para quarentena. A secretaria sempre é informada com antecedência daquilo que irá vencer. Nós fazemos um controle rigoroso do nosso trabalho”, pontuou Dirceu.

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De acordo com o diretor, desde o início da gestão no CDMIC esse problema detectado pela CPI não ocorre mais, uma vez que no ato do recebimento a empresa já verifica a real necessidade, analisando as quantidades recebidas com consumo médio, estoque disponível e prazos de validade.

“Se for avaliado em excesso, é devolvido. Em casos excepcionais, sempre autorizados pela Secretaria, os distribuidores de medicamentos assinam termos se comprometendo a trocar medicamentos caso vençam antes de sua utilização”, explica.

Já sobre os apontamentos de que teria recebido R$ 11 milhões do Executivo Municipal pelo contrato celebrado, a empresa nega e ressalta que do valor global do contrato, recebeu desde o início do contrato até o momento, R$ 7,9 milhões bruto. Afirmou ainda que a prefeitura deve cerca de R$ 3,4 milhões em notas fiscais não pagas.

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“Está havendo uma grande confusão sobre os fatos. Não somos responsáveis pela compra de remédios. E segundo, ainda existe uma dívida em notas fiscais não pagas. Temos sido atacados de forma incorreta, mas estamos à disposição dos vereadores e das autoridades para apresentar todos os documentos que comprovam a realidade dos fatos”, esclareceu o diretor.

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