ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) vai assumir a remuneração aos profissionais que produzirão laudos e perícias de 12 obras da Copa do Mundo ao Governo do Estado. O prazo para entrega dos estudos é de 90 dias.
Por conta da baixa qualidade nas obras e da falta de recursos, o governador Pedro Taques (PDT) paralisou as construções e baixou decretos suspendendo todos os contratos administrativos, exceto o de serviços e fornecimento de bens indispensáveis para a continuidade das ações públicas.
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Na quinta-feira (22) o presidente do Crea, Juarez Samaniego, afirmou que o órgão irá custear, abaixo do preço de mercado, o trabalho de uma equipe formada por três engenheiros. Contudo, ele não escondeu a expectativa de que os colegas trabalhem de forma voluntária.
“Ou eles farão de forma honorífica ou conseguiremos remunerar por um valor abaixo de mercado, porque estamos colocando que eles têm que contribuir com a sociedade, e não teremos dificuldades de arrumar esses profissionais”. O Crea definiu que André Schuring será o coordenador.
O Crea vai analisar a metodologia usada nas obras, fazendo vistorias, laudos e testes de laboratório, que poderão ser feitos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo. Essas possíveis contratações deverão ser bancadas pelo Governo do Estado.
Serão avaliadas todas as obras de mobilidade urbana, trincheiras e viadutos, da Avenida Miguel
"Ou eles farão de forma honorífica ou vamos remunerar por um valor abaixo de mercado, porque estamos colocando que eles têm que contribuir com a sociedade, e não teremos dificuldades de arrumar esses profissionais”
Sutil, Fernando Corrêa, Avenida do CPA, incluindo os COT´s e o VLT. O Crea já recebeu do Estado um DVD com os arquivos referentes às obras, e deverá apresentar um contra laudo, caso identifique falhas técnicas e estruturais.
“Vamos analisar os trabalhos feitos pela última empresa contratada pela Secopa, que recebeu R$ 2 milhões para fazer laudos. Nós vamos reanalisar os métodos utilizados, quais os pontos que foram periciados e a segurança das obras. Na próxima semana avaliaremos como eles direcionaram essas perícias”, completou Juarez.
Sobre as falhas já detectadas, como infiltrações e fissuras, o presidente disse que não cabe ao Crea resolver a questão. A solução seria o Estado exigir que as empresas façam os reparos e cumpram o que prevê os contratos, que têm garantias de cinco anos.














