MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Com cerca de cinco mil km de estradas estaduais pavimentadas e 25 mil não pavimentadas, Mato Grosso tem hoje a pior malha viária do país.
A declaração foi feita pelo próprio secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Marcelo Duarte, durante reunião com os prefeitos, nesta semana, com base nos dados da Confederação Nacional de Transportes.
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"O histórico de conservação é horrível, o pior do Brasil. 0%, nenhum trecho de rodovia do nosso estado é considerado hoje como ótimo ou como bom".
“O resumo da historia é o seguinte: o histórico de conservação é horrível, o pior do Brasil. 0%, nenhum trecho de rodovia do nosso estado das pavimentadas é considerado hoje como ótimo ou como bom e nosso vizinho ali, Mato Grosso do Sul tem 40% das rodovias consideradas ótimas ou boas. São Paulo que para nós que viajamos e passamos ali, por aquele Estado, que é uma referência, tem quase 80% das rodovias estaduais consideradas ótimas ou boas”, declarou.
RepórterMT
MT-130 tem trechos de asfalto que precisam ser reconstruídos.
Na avaliação do secretário, o principal problema que teria ocasionado essa situação caótica na infraestrutura do Estado, seria a falta de planeamento de investimentos.
"Em manutenção da malha gastou-se míseros R$ 10 milhões de reais no ano passado e R$ 10 milhões, no ano anterior. Enquanto precisaríamos ter gasto pelo menos R$150 ou R$200 milhões".
“Essa infraestrutura que está aí custa caro para manter. Não havia nenhum foco. Tratava- se de todos os outros assuntos menos esse aqui. Quando você pega a relação de despesas da Secretaria, em manutenção da malha, gastou-se míseros R$ 10 milhões no ano passado e R$ 10 milhões, no ano anterior. Enquanto precisaríamos ter gasto pelo menos R$150 ou R$200 milhões de reais para manter a nossa malha”, pontuou.
MT-170 é conehcida pelos atoleiros constantes.
Em um relato de praticamente calamidade pública, o secretário apresentou por fotos a crítica situação das estradas estaduais de Mato Grosso, que conforme suas palavras estão em péssimas condições, com trechos que precisam ser totalmente reconstruídos.
Como medida paliativa, o governo do Estado lançou então um programa emergencial para atender os municípios, no qual serão investidos R$ 30 milhões.
“Os relatos que a gente tem dos nossos engenheiros é que a operação tapa buracos, hoje ela é praticamente jogar dinheiro fora e vamos fazer, porque a gente está preocupado com vidas. Cada buraco que a gente vai tampar estamos salvando uma vida”, ressaltou.
Com a malha viária degradada, a Sinfra ainda tem R$ 330 milhões em dívidas com prestadores de serviço que executaram obras no governo passado e hoje cobram os pagamentos. Agora, no momento delicado, em que é travada uma grande discussão em torno da judicialização do repasse de 50% do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), a Secretaria precisa dos municípios para efetuarem parcerias para a recuperação das estradas.
Ainda de acordo com Marcelo Duarte, após o carnaval, ele e o governador Pedro Taques devem percorrer em vistoria as estradas de Mato Grosso.














