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28 de Junho de 2023, 09h:44 - A | A

GERAL / DIA DE PARALISAÇÃO

Com baixa adesão de professores, Sintep tem protesto esvaziado em Cuiabá

A manifestação que ocorre na Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, em Cuiabá, tem número de manifestantes bem abaixo de protestos realizados em anos anteriores.

Thais Bemfica/RepórterMT

Movimento teve baixa adesão nesta quarta-feira (28)

Movimento teve baixa adesão nesta quarta-feira (28)

APARECIDO CARMO
THAIS BEMFICA
DO REPÓRTER MT



A Marcha Estadual dos Trabalhadores da Educação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), teve baixa adesão dos professores nesta quarta-feira (28). Mesmo com a participação dos pescadores, que protestam contra o projeto de lei, que proíbe a pesca predatória em todo o Estado por cinco anos, o sindicato não conseguiu reunir grande volume de manifestantes na Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA.

Das 668 unidades escolares de todo o Estado, somente 66 teriam aderido à paralisação, o que demonstra o não alinhamento da categoria com as lideranças sindicais.

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A alegação para a realização do ato são as perdas da Lei 510/2013, conhecida como lei da dobra. Contudo, essa legislação foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 2021. Com isso, o funcionalismo público estadual como um todo tem recebido a Revisão Geral Anual (RGA), combatendo as perdas inflacionárias.

Além disso, os profissionais da educação falam em “desmonte” da educação pública, “confisco” de 14% das aposentadorias e pensões e na “precarização” das condições de trabalho. O governo, por outro lado, fala em melhora nos índices da educação, investimentos em infraestrutura para todas as unidades escolares e alunos, e até mesmo política de aumento de remuneração por resultado.

LEIA MAIS - Mauro Mendes avisa Sintep: "Qualquer servidor que fizer greve é falta e corte de ponto"

O governador Mauro Mendes (União), já havia manifestado descontentamento com a ideia de paralisação e deixou claro que os servidores que aderissem ao movimento teriam o ponto cortado, conforme estabeleceu decisão recente da Justiça.

“O Supremo Tribunal Federal já manifestou a esse sentido e nós aplicamos lá em 2019. Qualquer servidor que fizer greve é falta e corte de ponto, cabe ao sindicato entrar na Justiça e provar que aquele movimento é legal. Ponto. Isso não é uma decisão do governador Mauro Mende, isso é uma decisão do Supremo Tribunal Federal que já decidiu nesse sentido”, disse Mauro.

O secretário estadual de educação, Alan Porto, ressaltou que a pasta vive um bom momento no estado, com bons resultados e perspectiva de melhora real nos índices do Estado. Para ele, não faz sentido falar em paralisação e os mais prejudicados serão os alunos.

“Não faz sentido nenhum. Estamos com nossas políticas públicas a todo vapor para melhorar aprendizagem. Infelizmente quem vai ter prejuízo com esse dia de paralisação são os nossos 350 mil estudantes, que terão que repor esse dia de aula”, pontuou.

 

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Thais Bemfica/RepórterMT

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Opinião pessoal e sincera 28/06/2023

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