Reprodução

Delegado afirmou que conjunto de provas permitiu reconstruir contatos entre os acusados antes e depois do assassinato.
EDUARDA FERNANDES
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O delegado da Polícia Federal Marco Bontempo afirmou hoje (29), durante o julgamento dos acusados de executar o advogado Roberto Zampieri, que não tem “nenhuma dúvida” sobre a participação dos três réus na trama que resultou no assassinato.
A declaração foi dada enquanto Bontempo respondia aos questionamentos dos promotores no Tribunal do Júri, em Cuiabá. “Não tem nenhuma dúvida da participação dos três”, afirmou o delegado ao analisar o conjunto de provas reunidas pela investigação.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Segundo ele, mensagens, registros telefônicos e dados extraídos dos aparelhos dos investigados permitiram reconstruir contatos realizados antes e depois do homicídio.
Entre os elementos citados por Bontempo estão mensagens atribuídas a Hedilerson Fialho Martins Barbosa e encaminhadas ao coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas logo após a execução.
Em uma delas, Hedilerson teria informado: “Coronel, missão cumprida!”. Em outra, escreveu: “Iniciando plano de retirada”.
O delegado também relatou que, depois do crime, houve uma sequência de ligações envolvendo Hedilerson, Caçadini e Aníbal Manoel Laurindo, apontado pelo Ministério Público como um dos mandantes.
Bontempo afirmou ainda que a participação de Aníbal apareceu de forma “muito forte” durante a apuração.
Leia mais - Ministério Público espera pena de 30 anos para assassinos do advogado Roberto Zampieri
Os três réus julgados pela execução de Zampieri são Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participar da logística, e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como elo entre os envolvidos.
Zampieri foi morto a tiros em dezembro de 2023, na saída de seu escritório, em Cuiabá.













