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31 de Dezembro de 2022, 19h:00 - A | A

GERAL / DIAGNÓSTICO PRECOCE

Cientistas criam exame para detectar Alzheimer mais rápido e econômico que os atuais

Desenvolvido na Universidade dos Estados Unidos, por coleta de sangue será possível detectar proteínas características da neurodegeneração da doença

FREEPIK

Diagnóstico do Alzheimer continua sendo difícil, principalmente nos estágios iniciais.

Diagnóstico do Alzheimer continua sendo difícil, principalmente nos estágios iniciais.

R7 SAÚDE



Atualmente, para diagnosticar o Alzheimer, é necessária a realização de exames de imagens cerebrais e a punção do liquor — retirada do líquido da lombar por meio de uma agulha. Os procedimentos são caros e dolorosos e, muitas vezes, demorados.

Cientistas da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia — Estados Unidos, estudaram uma forma de facilitar e baratear a descoberta desse problema neurológico e desenvolveram um exame de sangue que detecta anormalidades nas proteínas amiloide e tau — biomarcadores da neurodegeneração característica da doença.

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No último dia 22, o Japão chegou a autorizar uma forma, por meio de coleta de sangue, para diagnosticar o Alzheimer. Mas, se autorizado o uso do produto criado nos EUA, o novo exame será específico da doença e permitirá uma descobertar mais rápida. Com isso, as terapias podem ser iniciadas mais cedo.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência; no entando, o diagnóstico continua sendo um problema, principalmente para descobrir os estágios iniciais da doença.

O autor do estudo, Thomas Karikari, professor-assistente de psiquiatria em Pittsburgh, explica o avanço que a descoberta vai trazer. “Esses exames são caros e demorados para serem agendados, e muitos pacientes não têm acesso a scanners de ressonância magnética e PET. Acessibilidade é uma questão importante. A maior utilidade dos biomarcadores sanguíneos é melhorar a vida das pessoas, a confiança clínica e a previsão de risco no diagnóstico da doença de Alzheimer.”

O desenvolvimento de um exame de sangue confiável seria um importante passo. “É mais barato, seguro e fácil de administrar e pode melhorar a confiança clínica no diagnóstico de Alzheimer e na seleção de participantes para testes clínicos e monitoramento de doenças”, disse Karikari.

Os estudos com a nova forma de detectar o Alzheimer foram feitos em 600 pacientes em estágios diversos do Alzheimer. Descobriu-se que os níveis da proteína se relacionavam bem com os níveis dos biomarcadores no liquor e podiam distinguir com segurança a doença de Alzheimer de outras doenças neurodegenerativas. Leia mais em R7 SAÚDE

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