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09 de Setembro de 2026

24 de Julho de 2026, 18h:00 - A | A

ENTREVISTA / VEJA VÍDEO

Terapeuta: Falta de diagnóstico e estereótipos atrasam identificação de autismo em famílias

Allyne Oliveira detalha a busca por diagnósticos múltiplos em sua própria casa e aponta que muitas famílias tratam sintomas isolados em vez de investigar causas

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A profissional alertou para a abordagem fragmentada adotada em atendimentos iniciais

A profissional alertou para a abordagem fragmentada adotada em atendimentos iniciais

ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



Em entrevista ao , a terapeuta sistêmica familiar Allyne Oliveira relatou sua experiência com diagnóstocos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir da rotina vivida em sua própria casa durante o período pandêmico, quando membros da família apresentavam quadros de desregulação e depressão. Segundo a terapeuta, a falta de identificação do transtorno leva à condução inadequada dos casos.

"A gente estava lidando com o sintoma do autismo e não com autismo. A gente não tinha um nome ainda. No processo de descoberta, foi um processo de pandemia, que a gente já estava vivendo, todas as famílias, aí esse caos de estar com as preocupações relacionadas à pandemia", relatou.

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Na ocasião, diferentes familiares apresentavam manifestações clínicas diversas.

 "O mais novinho estava com dois quase 3 anos, com crises de desregulação emocional, com vários sintomas e a gente não sabia qual era a causa ainda e o meu marido também com vários sintomas, inclusive uma depressão profunda, e a gente não sabia qual era a causa", citou.

A profissional alertou para a abordagem fragmentada adotada em atendimentos iniciais, ressaltando que "quando você trata um sintoma apenas você não consegue atingir de fato o problema".

Em sua avaliação, a persistência de preconceitos e estereótipos no meio médico dificulta a identificação de quadros de autismo em crianças e adultos.

"A gente tem aí uma leva muito grande de profissionais que entram nessa onda do estereótipo 'não isso aí todo mundo agora é autismo, esse menino não tem nada', então a gente ainda precisa de profissionais que olhem de forma humana pra família porque a família está ali toda precisando de um apoio", afirmou.

Após a confirmação do diagnóstico do filho mais novo por meio de investigação aprofundada, a família passou a investigar a presença do transtorno no esposo e no outro filho. Para a terapeuta, a obtenção do laudo clínico permitiu readequar os tratamentos de saúde mental.

"Quando você entende que uma depressão é um sintoma e você vai em busca de profissionais que vão de fato identificar essa causa, você resolve o problema, você começa a entender que a sua realidade é aquela ali e aprende a lidar com a sua realidade", concluiu.

Confira o vídeo:

Confira a entrevista completa:

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