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16 de Dezembro de 2017, 07h:50 - A | A

ENTREVISTA / VEJA O VÍDEO

'Feminicidas sempre vão torturar as vítimas até a morte', diz promotora

A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues destaca que a forma de agir de quem comete feminicídio vai muito além de tirar uma vida.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Ministério Público Estadual, promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues afirmou que apesar de, na maioria das vezes manterem um relacionamento amoroso com a mulher, os feminicidas sempre vão torturar sua vítimas até a morte.

“Impressiona a forma de matar do feminicida porque ele quer ir muito além de apenas tirar a vida”, observou Lindinalva Rodrigues.

A promotora destaca que a forma de agir de quem comete este tipo de crime vai muito além de tirar uma vida.

“Impressiona a forma de matar do feminicida porque ele quer ir muito além de apenas tirar a vida. Ele [feminicida] deixa a marca da força masculina sobre o feminino, ou seja, age mutilando a face feminina, a genitália, caracterizando uma violência específica”, observou Lindinalva Rodrigues.

Esta característica, segundo a promotora, está presente em quase 100% dos casos confirmados de violência doméstica.

“O feminicida que mostrar, até mesmo no momento de morte, o poder e a superioridade da força masculina sobre a fêmea. Isso acontece em mais de 90% dos casos onde as mulheres são submetidas a muita tortura e uma situação muito cruel antes de serem executadas”, declarou.

A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica também alerta que apenas medidas cautelares, como uso da tornozeleira eletrônica ou botão do pânico, não são suficientes para desestimular o agressor.

“Na violência doméstica isso não funciona, pelo menos no período mais grave. Porque naquele momento ele está fixado na mulher, a desejando mesmo contra a vontade dela. (...) Se ele é capaz de matar, inclusive na frente dos filhos, não é uma tornozeleira que vai resolver ou impedir isso naquele momento”, observou.

O aumento no número deste tipo de crime também chama atenção. Somente em 2017 foram oito crimes de feminicídio, sete a mais que no ano passado.

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Observador 19/12/2017

É claro que uma pessoa da Justiça como a Dra. não vai concordar com minha análise, pois não defendem nenhum tipo de violência, mas na época do meu pai não tinha esse massacre de mulheres pois os psicopatas tinham medo dos pais e dos irmãos das vítimas. Sujeito pensava 2 vezes antes de cometer um crime desse tipo, covarde e cruel. Geralmente não ficava por isso mesmo, até pra servir de exemplo. Hoje os pais e irmãos só podem é chorar a perda de suas filhas e irmãs, enquanto esse tipo de verme fica pouco tempo na cadeia e muitas vezes volta a cometer o mesmo tipo de crime quando consegue a progressão de pena ou foge no indulto de Natal. Tá muito injusto isso.

Virgulino Ferreira 19/12/2017

Gilstinho, a Promotora é a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Você queria que ela falasse sobre o quê ?? Todo dia tem pelo menos uma notícia de feminicidio na mídia, tá um massacre e você quer o que, que ela fale sobre o Pablo Vittar ou Anitta ?? Difícil hein parça.

Gilstinho 16/12/2017

Não tem outro assunto. É logico que é importante destacar e tornar publico os sofrimento que algumas mulheres sofrem mas, a promotora só fala nisso.

3 comentários

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