RepórterMT

Claudia Santana comentou sobre um dos estudos que evidencia o impacto da medicação na redução de tumores associados à obesidade
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Em entrevista ao
, a médica endocrinologista Claudia Santana comentou sobre os estudos envolvendo os medicamentos semelhantes ao GLP-1, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras". Inicialmente focados no tratamento do diabetes e da obesidade, esses princípios têm recebido novas indicações devido à sua capacidade comprovada de proteger órgãos vitais e reduzir a mortalidade por eventos cardiovasculares e renais.
"Nos últimos anos, apareceu muita coisa legal, muita coisa nova. Primeiro, redução de evento isquêmico. Infarto e AVC, mesmo em pessoas não diabéticas. Então hoje ele já é aprovado para a redução de risco cardiovascular. Então uma coisa que não existia antes, não tinha uma medicação sozinha que reduzisse em 20% o risco de você ter um infarto ou um AVC", destacou.
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A lista de benefícios continua crescendo com base em evidências científicas. De acordo com a endocrinologista, as medicações também protegem o sistema renal e o fígado.
"Ele foi também indicado para diminuir a progressão da doença renal crônica. Então hoje a gente já sabe que os análogos de GLP-1 diminuem a progressão para doença renal crônica". Além disso, há aprovação "para o tratamento da esteatose hepática, que hoje é a esteatose metabólica", condição na qual o acúmulo de gordura no fígado se relaciona diretamente ao perigo cardíaco e pode evoluir para cirrose ou câncer.
A tirzepatida (Mounjaro), que é uma das moléculas mais modernas do mercado, tem apresentado soluções para distúrbios respiratórios.
"Ela tem outras aprovações, por exemplo, na apneia do sono. Então ela é indicada e aprovada também a tirzepatida para o tratamento da apneia do sono, muitos pacientes inclusive entrando em remissão de apneia, parando de usar CPAP", relatou a médica.
Claudia Santana comentou também sobre um dos estudos que evidencia o impacto da medicação na redução de tumores associados à obesidade, além de linfoma, leucemia e câncer de pulmão. Outro levantamento de grande porte avaliou o cenário em mulheres com câncer de mama.
Confira o vídeo:








