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17 de Setembro de 2026

23 de Fevereiro de 2025, 07h:54 - A | A

ENTREVISTA / REVISÃO DA LEI

Delegado: Já passou da hora de enquadrar as ações das facções como terrorismo

Em entrevista ao RepórterMT, Frederico Murta cita que tem ações, fora do Brasil, que são consideradas terroristas e acabam sendo bem menos violentas que as praticadas por facções aqui no país.

RepórterMT

Frederico Murta é o delegado titular da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Mato Grosso.

Frederico Murta é o delegado titular da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Mato Grosso.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTEMT



O crime organizado no Brasil atingiu um nível alarmante e as facções criminosas já dominam territórios inteiros em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, impactando diretamente na criminalidade em outras regiões do país. Para o delegado Frederico Murta, titular da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Mato Grosso, a gravidade da situação exige uma mudança urgente na legislação: os crimes cometidos por essas facções deveriam ser enquadrados como terrorismo.

“Eu considero terrorismo, só que não sou eu quem define o que é ou o que não é. Legalmente, não é considerado [terrorismo], são atos violentos praticados por facções criminosas. Mas, na minha leitura, já passou da hora de haver uma revisão legislativa e enquadrar esses casos como terrorismo”, defende.

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Em entrevista ao , Murta argumenta que, em outros países, ações muito menos violentas já são classificadas como terrorismo. Enquanto isso, no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, o crime organizado impõe seu domínio sem medo de punição.

Entenda:

Acompanha a entrevista completa:

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