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10 de Agosto de 2024, 17h:45 - A | A

ENTREVISTA / MONSTRUOSIDADE

CRM: Para abortar com mais de 22 semanas é preciso injetar medicação no coração do bebê

Em entrevista ao RepórterMT, a médica Mirella Abreu também esclareceu que a interrupção da gestação após a 22ª semana é terminantemente proibida, cabendo punição ao profissional que cometer o ato.

RepórterMT

A especialista ainda explicou que, mesmo sendo uma prática proibida, o aborto só é realizado, após esse período, por meio da interrupção dos batimentos do bebê.

A especialista ainda explicou que, mesmo sendo uma prática proibida, o aborto só é realizado, após esse período, por meio da interrupção dos batimentos do bebê.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTER MT



Diante da polêmica que envolve o aborto, atualmente criminalizado no Brasil, exceto em casos específicos, e levando em consideração o Projeto de Lei que pretende equiparar o aborto cometido após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio, o RepórterMT conversou com a pediatra Mirella Abreu para esclarecer como o procedimento funciona. Em entrevista, a especialista explicou que para pôr fim a uma gravidez a partir da 22ª semana é preciso interromper os batimentos cardíacos do bebê.

“Nesse período, a gente realiza a assistolia fetal, quando a gente injeta uma medicação para o coraçãozinho [do bebê] parar de bater e ela [gestante] vai passar pelo trabalho de parto”, exemplifica a especialista.

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Mirella, que também é corregedora-adjunta do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), ainda esclareceu que é terminantemente proibido que qualquer profissional interrompa uma gravidez a partir das 22 semanas, sendo essa uma determinação do Conselho Federal que rege a atuação, tanto que cabe punição caso o médico cometa o ato.

Entenda:

Confira a entrevista completa:

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ANA LUZIA TIMO MANFIO 14/08/2024

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