DA REDAÇÃO
O juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, inicia na próxima segunda-feira (9), às 13h30, as oitivas dos militares envolvidos no esquema de interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, caso que ficou conhecido como "Grampolândia Pantaneira".
Serão ouvidos os coronéis Ronelson Barros (ex-secretário-adjunto da Casa Civil do Estado) e Evandro Lesco (ex-chefe da Casa Militar), coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Júnior.
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O esquema
Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs. No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada “barriga de aluguel”.
O caso foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, ele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB). Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário.
















PEDRO 02/04/2018
NINGUÉM FALA DE CONSELHO NESSE POVO
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