DA REDAÇÃO
O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof), Wanderson Siqueira, defendeu que uma auditoria seja realizada em todos os processos de interceptações telefônicas do Estado. Para ele, a "caixa preta" das escutas pode revelar que mais pessoas seriam interceptadas sem qualquer envolvimento em crimes ou investigações.
Em artigo, Siqueira lembrou que a Polícia Civil fez investigações preventivas, envolvendo escutas telefônicas, para averiguar uma suposta ameaça contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), em 2015.
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Algumas das pessoas "grampeadas" nesse caso, foram novamente interceptadas pela Polícia Militar no esquema "barriga de aluguel", que interceptou telefones de políticos, advogados e jornalistas, sob argumento de envolvimento em tráfico de drogas. "É preciso saber quais pessoas tiveram os seus telefones interceptados e se elas estariam, de alguma forma, ligadas a práticas criminosas ou se as interceptações foram ilegais e fraudulentas", disse Siqueira.
"Paralelamente, a Assof também defende a definição de protocolos mais rígidos para as solicitações, autorizações judiciais e controle dessas interceptações telefônicas, pois em apenas dois casos analisados nos últimos dias, já ficou comprovado e caracterizado que as interceptações nem sempre estariam sendo realizadas com o fim de segurança pública", alertou o presidente da associação.













