Cuiabá, 13 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
13 de Setembro de 2026

18 de Fevereiro de 2025, 13h:00 - A | A

CONEXÃO PODER / "TEM QUE ACABAR COM ISSO"

Chefe do Gaeco: Independente de quem administre os mercadinhos, o domínio vai continuar nas mãos das facções

O promotor Adriano Roberto Alves destaca que o crime organizado usa os presos para comprar as mercadorias e depois revende a valores mais altos, aumentando assim seu poder financeiro.

Conexão Poder

O chefe do Gaeco aponta que as facções vão continuar lucrando com os mercadinhos em presídios

O chefe do Gaeco aponta que as facções vão continuar lucrando com os mercadinhos em presídios

DO CONEXÃO PODER



Em entrevista ao Conexão Poder promotor Adriano Roberto Alves, responsável pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), defendeu o fim dos mercadinhos nos presídios em Mato Grosso, pois considera que independente de quem esteja administrando essas unidades a existência delas vai continuar a beneficiar financeiramente as facções.

“Quem vai comprar e quem vai revender são eles mesmos através de outros presos”, ressaltou.

O chefe do Gaeco destacou o fato de que em depoimento o líder de facção criminosa, Sandro Louco, declarou que ele lucrava R$ 70 mil ao mês com a revenda de produtos de um mercadinho em presídio e que ele mesmo repassava dinheiro para que presos comprassem mercadorias e depois essas eram revendidas com valores maiores.

“Se ele falou isso na audiência, ora, quem manda no mercadinho?”, observou.

O governador Mauro Mendes vetou a permissão de que mercadinhos funcionassem em presídios, sob a administração de um conselho gestor, e determinou a extinção dos comércios nas unidades prisionais do Estado, mas o veto ainda pode ser derrubado pelos deputados estaduais.

Veja o vídeo:

 

Assista a entrevista na íntegra:

Comente esta notícia