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06 de Janeiro de 2023, 13h:10 - A | A

CONEXÃO PODER / MINISTRO DA AGRICULTURA

Aprosoja teme relação entre Fávaro e MST: "Defender invasão de terras é crime"

Em nota, entidade que representa os produtores de Mato Grosso diz que as ações do ministro é que determinarão como os produtores o considerarão.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT) disse estar preocupada com a aproximação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualmente liderada por Carlos Fávaro (PSD), com grandes grupos econômicos e com movimentos como os do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para a associação, há o risco de prevalecerem interesses que divirjam da maior parte dos produtores, de pequeno e médio porte.

O texto ainda destacou que “preocupa” o setor produtivo a proximidade do atual governo com organizações definidas como “movimentos de invasão de terra”.

“Nós sabemos que tem uma ação do Partido dos Trabalhadores contra o calendário de plantio da soja em Mato Grosso, e outra contra o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro) que vão contra a posição da grande massa dos produtores do estado, representados pela Aprosoja-MT. Também nos preocupa a questão do armazenamento, precisamos saber como isso vai funcionar a partir da divisão da pasta. Os pequenos e médios produtores só terão viabilidade no médio prazo se tiverem estrutura de armazenagem em suas propriedades e isso é uma política pública que precisa ser tratada como prioridade”, lembrou a Entidade. 

A Aprosoja destaca que a posição institucional do ministro Carlos Fávaro, diante da aproximação com movimentos de invasão de terra é o que mais preocupa.

"Preocupa muito o setor produtivo, porque a essência da produção é a propriedade privada. Em hipótese alguma podemos concordar com uma organização que fomenta invasão de propriedades, isto é crime definido no Código Penal”, pontua a Aprosoja-MT.

Os produtores ainda pedem que seja feita “justiça” em relação à preservação ambiental. A nota recorda que Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil, com 11% do território sendo destinado para lavouras, enquanto o Brasil mantém preservadas florestas preservadas em 65% do seu território. Os produtores ressaltaram que esperam que o Ministério não aceite interferência de órgãos e mecanismo do exterior na definição de políticas públicas na área ambiental.

“Nenhum país do mundo onde se pratica agricultura, tem uma produção mais sustentável que a do Brasil, com quantidade de vegetação nativa maior que muitos países europeus juntos. Além disso, temos uma legislação ambiental moderna e restritiva, que inclusive impõe ônus ao produtor rural. Problemas, como o desmatamento ilegal, devem ser combatidos dentro dos mecanismos legais existentes. É isso que esperamos que o atual Ministro defenda, e não se submeta a interesses internacionais em detrimento dos produtores, inclusive aceitando imposições que vão além do Código Florestal Brasileiro”, destaca a Associação.

O texto recorda, ainda, que o Partido dos Trabalhadores tem ações na justiça contra o calendário de plantio de soja em Mato Grosso e outra contra o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro) que “vão contra a posição da grande massa dos produtores do estado”.

O texto também diz que preocupa aos produtores a questão do armazenamento e como isso vai ser tratado pelo novo ministro. Os pequenos e médios produtores, avança a nota, “só terão viabilidade no médio prazo se tiverem estrutura de armazenagem em suas propriedades e isso é uma política pública que precisa ser tratada como prioridade”.

Outro ponto levantado pelos produtores é a disponibilização de crédito para investimentos no setor. O texto conclui que é a atuação de Carlos Fávaro no Ministério que determinará como ele será avaliado pelos produtores rurais de Mato Grosso.

“A gente sabe que agricultura é um setor de risco e precisamos ter crédito viável e acessível, assim como seguro agrícola. Então, quem vai dizer a opinião do setor em relação ao Ministro são os passos que ele vai dar, as decisões que ele vai tomar com relação aos pequenos e médios produtores. Serão políticas para mega grupos empresariais ou para atender as famílias que chegaram aqui há 30, 40 e 50 anos e fazem de Mato Grosso esta grande potência? Afinal, todo governante é passageiro, todo ministro é passageiro, mas o setor sempre vai continuar existindo independentemente de quem esteja à frente. O nosso papel é cobrar políticas que atendam a maioria representada por nós”, finaliza o texto.

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