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10 de Março de 2014, 11h:15 - A | A

CIDADES / REGIÃO OESTE

Moradores bloqueiam MT-175 em protesto contra obra abandonada

A empreiteira vencedora da licitação causou sérios transtornos à população nos últimos meses ao recortar o asfalto e abandonar a obra, fato que tem prejudicado a trafegabilidade, causa de inúmeros acidentes com mortes.

Divulgação

O protesto foi feito pelos moradores e vereadores na manhã desta segunda-feira (10).

O protesto foi feito pelos moradores e vereadores na manhã desta segunda-feira (10).

DA REDAÇÃO



Vereadores e moradores bloquearam, na manhã desta segunda-feira (10), dois trechos da rodovia MT-175 que compreende as cidades de Araputanga, Indiavaí, Figueirópolis D´Oeste e Jauru. O protesto visa chamar a atenção do governo quanto ao descaso da construtora Geosolo Engenharia, que danificou a pavimentação asfáltica, paralisando a obra.

A empreiteira vencedora da licitação causou sérios transtornos à população nos últimos meses ao recortar o asfalto e abandonar a obra, fato que tem prejudicado a trafegabilidade, causa de inúmeros acidentes com mortes.

O coordenador do protesto Waldemir Alves de Souza (Pipoca), aguarda uma providência do governo do Estado e dos órgãos fiscalizadores. “Já houve outros protestos, mas a empresa não cumpriu o compromisso de finalizar a recuperação”, frisou.

Depois de encaminhar documentos reivindicando maior fiscalização aos órgãos competentes, na semana passada, o deputado estadual Ezequiel Fonseca (PP), fez uma nova denuncia ao Governo do Estado por meio da SETPU, Ministério Público, Tribunal de Contas, Crea-MT, Comissão de Obras da Assembleia Legislativa.

O parlamentar constatou que a empresa Geosolo Engenharia não possui quadro de funcionários e maquinários suficientes para realizar a restauração. Um funcionário da empresa delatou o atraso de seis meses de salário e a falta de maquinários.

Na ocasião, Fonseca se queixou da luta travada na Assembleia Legislativa com os demais pares para aprovar o empréstimo de mais de R$ 200 milhões para a recuperação das rodovias, onde R$ 45 milhões foram para a região sudoeste.

“Lutamos pela realização dessa recuperação, e agora não vemos resultados por causa das empreiteiras. O dinheiro existe, mas as restaurações estão praticamente paralisadas”, finalizou.

Um encarregado da empresa esteve no local pela manhã e assegurou a retomada da obra, na oportunidade, ele destacou que o governo não tem repassado o recurso.
Conforme Picolé, a rodovia será desbloqueada até a próxima quarta-feira. “Se nenhuma providencia for tomada na próxima sexta-feira vamos fazer novo protesto com bloqueio”, afirmou.

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