JOSÉ FERNANDO
A leishmaniose é uma doença de sintomas lentos e fatal tanto aos cães quanto aos seres humanos. Em 2011, o Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá registrou mais que 150 casos da doença. A enfermidade é transmitida pelos mosquitos flebótomos infectados pelo protozoário leishmania.
O médico veterinário Anderson Nogueira explica que o habitat do mosquito, geralmente, são as matas fechadas, mas com o desmatamento, o inseto começou a residir nos centros urbanos. “As picadas do mosquito são mais frequentes durante as primeiras horas da manhã e ao anoitecer”, alertou o clínico.
Os cachorros infectados pela leishmaniose sofrem perda de peso, atrofia muscular, descamações, crescimento exagerado das unhas, queda de pelos, úlceras, e outras lesões. Porém, há vários casos de contaminação na qual o animal não apresenta sintomas clínicos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, a doença já foi registrada em 12 países da América Latina, sendo que 90% dos casos são em território brasileiro. A enfermidade, quando diagnosticada precocemente, tem tratamento, mas exige grande compromisso do médico veterinário e do proprietário.
Leishmaniose em pessoas
No ano passado, Mato Grosso registrou cem casos da doença em humanos, sendo responsável pela morte de 12 pessoas. Os números são da Secretaria de Estado de Saúde. Em Várzea Grande, ainda há um caso que aguarda confirmação.


















