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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 13h:31 - A | A

VÓZ DO ALÉM

Funileiro diz que "mandaram" que estuprasse as próprias filhas

G1/MS

“Tinha algo que falava na minha cabeça que eu tinha que fazer”, disse o suspeito de estuprar as filhas de 13 e 17 anos, em entrevista à TV Morena, nesta terça-feira (25), em Campo Grande. O homem, que tem 42 anos, foi preso pela Polícia Civil.
 

Para manter relações sexuais com as filhas, o suspeito as ameaçava com uma lança afiada de ferro, segundo a polícia. O pai das adolescentes disse à polícia que nunca abusou da filha de 13 anos, mas confessou que mantinha relações sexuais quase todos os dias com a adolescente de 17. De acordo com as investigações, os crimes contra a jovem anos ocorriam há pelo menos seis anos, e como resultado do relacionamento teria nascido uma menina. A criança está com dois anos de idade.
 

Alexandra Favaro, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), disse que a jovem acredita estar grávida novamente do pai e manifestou o desejo de não prosseguir com a gestação.
 

O suspeito trabalhava como funileiro e morava com oito filhos, com idades entre oito e 17 anos. A polícia chegou até ele depois da denúncia de um vizinho, que desconfiou do abuso porque a criança de 2 anos era muito parecida com o avô. O suspeito confirmou que pode ser o pai da criança. Agora as investigações estão voltadas para o exame de DNA, que foi feito nesta tarde, e que deve comprovar ou não a paternidade. O resultado deve ser entregue à Depca em até 15 dias.


Outras suspeitas


Ainda nesta tarde, outros três filhos do funileiro foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exames de corpo de delito que devem apontar se eles sofriam violência sexual ou maus tratos. Todos os filhos do suspeito foram encaminhados para um abrigo na capital.
 

A delegada informou ainda que vai ouvir testemunhas para saber se a mãe era conivente com os crimes. Ela prestou depoimento na delegacia nesta terça-feira. Disse que estava separada do suspeito e que saiu de casa em fevereiro deste ano. Ao G1, ela alegou não ter conhecimento da violência sofrida pelas filhas.

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