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Sábado, 05 de Novembro de 2011, 09h:06 - A | A

BOA NOTÍCIA

Cuiabá está livre do vetor da malária, aponta Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária apresentou resultado negativo para larvas e formas adultas do mosquito Anopheles

DA REDAÇÃO

Pesquisa vetorial realizada pela Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) apresentou resultado negativo para larvas e formas adultas do mosquito Anopheles, principal vetor do protozoário Plasmodium, causador da malária.

As investigações tiveram início no mês de outubro, período que registrou quatro casos da doença. Dois casos confirmados, segundo a pesquisa, foram adquiridos em outros estados. Dos dois casos restantes, um refere-se a um residente em Cuiabá, no bairro Chácara dos Pinheiros, e o outro de um residente em Várzea Grande, que frequenta o mesmo bairro da capital em atividades de lazer.

Embora ainda não se possa descartar totalmente que a infecção possa ter ocorrido na região que está sendo monitorada, a ausência do vetor torna esta possibilidade mais remota. “A ausência do vetor é uma boa notícia para Cuiabá e para os moradores do bairro, mas o trabalho de investigação continua. Vamos continuar buscando informações na área e no seu entorno até darmos por encerrado este caso”, declarou a médica-veterinária Moema Blatt, responsável pelo Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) da SMS.

A PESQUISA

Seguindo protocolo do Ministério da Saúde, técnicos da SMS em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde deram início aos trabalhos de investigação a partir da notificação do primeiro caso. As ações, que continuam, incluem pesquisa vetorial para identificação de larvas e formas adultas do mosquito transmissor, busca ativa de pessoas com sintomas, coleta de sangue e exame laboratorial além de orientação educativa aos moradores do bairro.

A DOENÇA

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida por mosquitos do gênero Anopheles. Tem elevada incidência na região amazônica e pode ser grave, constituindo grande risco à população, especialmente aos que vivem em condições precárias de habitação e saneamento.

As manifestações clínicas típicas incluem mal estar, cansaço e dores musculares, febre alta com calafrios, tremores, suor intenso e dor de cabeça. Pode haver náuseas e vômitos. As manifestações febris podem desaparecer momentaneamente causando sensação cura, mas em seguida retornam os sintomas. Quando não tratada corretamente pode haver o agravamento dos sintomas.

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