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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

18 de Março de 2026, 16h:55 - A | A

CIDADES / VÍTIMA DE 13 ANOS

"A lei tem que ser aplicada doa a quem doer", diz secretário de Educação após aluno estuprar menina em escola

Secretário de Educação defende expansão de unidades cívico-militares para garantir "hierarquia e respeito" na rede estadual.

ANA JÁCOMO
GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, comentou hoje (18) sobre o estupro de uma estudante de 13 anos ocorrido dentro da Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande. O crime, cometido por um aluno de 16 anos dentro de um banheiro no último dia 10, foi classificado pelo secretário como um fato isolado, porém "inadmissível".

Eu confesso para vocês que eu fiquei muito triste. A gente que é pai, sou pai de três filhos, e quando eu vi aquilo ali, eu fiquei entristecido. É inadmissível esse tipo de comportamento”, declarou Porto.

Segundo o secretário, a Seduc acionou imediatamente as forças de segurança e designou uma equipe psicossocial para acompanhar a vítima e sua família. “A lei tem que ser aplicada, doa a quem doer”, enfatizou.

Como resposta aos desafios de segurança no ambiente escolar, Alan Porto destacou a política de expansão das escolas cívico-militares e militares em Mato Grosso.

Atualmente, o estado conta com 160 unidades cívico-militares e 30 militares, com previsão de novas conversões nos próximos meses. A meta da gestão Mauro Mendes é atingir 35% dos estudantes atendidos por este modelo. Para o secretário, o diferencial dessas unidades reside na disciplina.

Isso é importante porque tem a questão da hierarquia, tem a questão do respeito. O que a gente quer é escolas seguras. Temos a nossa equipe da segurança pública que faz a ronda escolar e monitoramos junto à Polícia Civil para identificar antes qualquer tipo de violência”. A rede estadual conta com 629 escolas e 320 mil alunos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a vítima foi abordada por um colega de 16 anos enquanto utilizava um banheiro destinado a pessoas com deficiência. O menor teria contado com a cobertura de outros cinco estudantes que impediram a saída da menina do local. O caso foi registrado no dia 12 de março.

 

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