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Cuiabá, 26 de Maio de 2024
26 de Maio de 2024

25 de Setembro de 2010, 22h:10 - A | A

VARIEDADES /

Mercado de luxo brasileiro vive onda pop com ascensão dos ricos



R7

Eles são pouco mais de 10% dos brasileiros, mas devem chegar a 16% da população até 2014. Em números, são 20 milhões de endinheirados, pertencentes às classes A e B (com renda entre R$ 5.000 e R$ 10 mil), que devem chegar aos 31 milhões nos próximos seis anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar de serem minoria, quando comparada à população da classe C - que deve ultrapassar os 110 milhões neste período -, os mais ricos subiram de posto nos últimos anos e hoje já consomem produtos antes exclusivos aos milionários, como carros importados, roupas caras, viagens e mansões.

Em 2009, a classe A/B era composta por cerca de 20 milhões de brasileiros, enquanto 94,9 milhões faziam parte da classe média, segundo análise da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com base na última Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O aumento na renda dos brasileiros e a melhora na conjuntura econômica, com maior oferta de crédito, tem contribuído para a expansão do mercado de luxo, que projeta um crescimento de 30% nos próximos anos, segundo Antônio Pirella, diretor de atendimento da GfK Brasil, empresa de pesquisa de mercado.

- O mercado está mais acessível, mas continua sendo o dos sonhos. Os setores que têm despontado são o de moda, com o crescimento dos shoppings [de luxo] e das ruas personalizadas, além dos de carros de luxo e de cosméticos.

A mudança no comportamento dos brasileiros, com o crescimento no número de executivos nas grandes metrópoles, tem ajudado a popularizar os serviços personalizados, comuns no mercado de luxo. Com preços acessíveis às classes A e B, o personal assistant (assistente, em português) facilita a vida de quem não tem tempo a perder com nada, como Heloisa Sundfeld, proprietária da Help Personal Assistent.

- As pessoas precisam desses serviços porque não têm mais tempo. Nosso trabalho é solucionar problemas das pessoas. Se elas têm essa disponibilidade de tempo maior, podem optar por um curso, trabalhar até mais tarde. A vida se torna mais fácil.

Segundo Heloisa, o mercado de atendimentos personalizados está hoje muito mais aquecido do que quando ela começou no negócio, em 2003 - a alta no período foi de mais de 200%.

Com os novos ricos, chegou também a necessidade de mudança nos gerenciadores dos investimentos, antes restritos a fortunas acima de R$ 1 milhão. Hoje, com R$ 300 mil já é possível o cliente se tornar "private", com atendimento diferenciado e acesso a produtos financeiros exclusivos.

Com R$ 1 milhão disponível, ele já entra nos níveis mais básicos de tratamento "prime"; já a partir dos R$ 5 milhões recebe tratamento "private", com um gerente que oferece produtos financeiros de melhor retorno. E com R$ 50 milhões o cliente começa a receber as melhores oportunidades de investimento, de acordo com dados da IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros).

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