ANA ADÉLIA JÁCOMO
O secretário estadual de Comunicação, Carlos Rayel, afirmou nesta sexta-feira (19) que já apresentou sua defesa na Justiça para rebater as acusações do candidato a prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), que o acusa de participar oficiosamente da campanha de Lúdio Cabral (PT) e que caracteriza a suposta ação como uso da máquina pública. Mendes també acusou Lúdio Cabral de comprar votos no primeiro turno.
Eu voto no Lúdio porque quero uma administração sem arrogância e sei que ele não vai usar a prefeitura como trampolim. Essas críticas do Mauro são puro desespero. Na tevê ele diz que tem o apoio da Dilma, que o partido dele é da base de sustentação, mas depois vai e esculhamba o PT, fala do Mensalão. Ele usa um discurso incoerente. Se a plateia muda, ele muda o discurso”, criticou Rayel.
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Rayel negou que esteja fazendo parte do marketing do petista e classificou a ação como “festival de bobagens e ações judiciais de advogados atabalhoados e candidato desesperado”. O secretário afirmou ainda que, caso fizesse parte da campanha, não veria problema algum, já que, segundo ele, fora do seu horário de trabalho ele é um cidadão como outro qualquer e tem o direito de escolher seu voto e ajudar a eleger seu candidato.
“A defesa já foi apresentada e em relação a essa ação judicial eu acredito que não passa de atitude de advogados atabalhoados e de um candidato desesperado. Eu não participo da campanha do Lúdio, mas se eu quisesse, poderia porque sou secretário e cidadão. Se alguém me procura e pede orientação eu não recuso. Agora, com relação aos comentários maldosos do Mauro, é mentira”, disse Rayel.
O secretário aproveitou a oportunidade para fazer críticas quanto à postura adotada por Mendes neste pleito. Para ele, o fato de o candidato criticar o alinhamento entre os governos Estadual e Federal – tema defendido pelo petista – demonstra uma profunda incoerência. Além disso, ele declarou que o candidato do PSB não sabe o que quer porque estaria declarando que tem o apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) no horário eleitoral, mas criticando o fato de Lúdio salientar que é do mesmo partido.








