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24 de Dezembro de 2012, 17h:40 - A | A

POLÍTICA / RAIO X DA SAÚDE

"O recurso é limitado quando é mal investido", aponta Kamil

Futuro secretário também ressalta não ser “gastador”, mas apoia a ideia de construir um novo PS para a Capital

ANDRÉA HADDAD



Ex-presidente da Unimed por dois mandatos, o médico Kamil Fares aposta no “arrocho” financeiro para reverter o caos em Cuiabá na Saúde, pasta que vai comandar a partir de 1º de janeiro. Ele diz que, com recurso investido corretamente, vai ser possível a construção do novo Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). “Às vezes, o recurso é limitado quando não é bem investido, quando você precisa reformar a mesma coisa três, quatro vezes. Então, com este recurso que era limitado, você conseguiria construir uma obra fantástica com menos custo”, sustenta.


Kamil não acredita que vai ter dissabores na pasta da Saúde, como a limitação de verba. “O desafio é este”, aponta. Ele também ressalta não ser “gastador”, assim como o prefeito eleito Mauro Mendes (PSB). “Então temos que fazer coisa boa a um preço justo. Considero isso em todas as áreas. Na Saúde o dinheiro é do paciente”, defende.

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Para o futuro secretário, o fortalecimento do serviço de urgência é fundamental para evitar outras doenças, que exigem mais estrutura. “Hoje sabe-se que morre bastante gente, falta remédio, quem tem pressão alta não está conseguindo atendimento, estamos começando por aquilo que coloca o paciente em risco de morte, é a prioridade. Se apagar o que está incendiando, dá tempo de controlar outros incêndios”, avalia.


Kamil diz ser importante a construção do novo Pronto Socorro por ser um local que vai permitir aos médicos dar o primeiro atendimento. Em seguida, o paciente será encaminhado à UTI, Centro Cirúrgico, ou para o setor responsável. “Acho importante fazer um pronto socorro e um hospital. Pensamos num pronto atendimento, hoje não tem leito para UTI e para operar. O pronto socorro vai ter um hospital de retaguarda, vou dar o primeiro atendimento e depois dar continuidade. Isto não é caro, desde que não tenha intermediários”, aponta.

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