ANA ADÉLIA JÁCOMO
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), sua pasta irá garantir os recursos necessários para construção de um novo Pronto Socorro de Cuiabá (PSMC). Em viagem a Brasília, o prefeito Mauro Mendes (PSB), a que tudo indica, conseguiu viabilizar sua principal promessa de campanha, que vinha sendo colocada em cheque diante da forte crise financeira do Palácio Alencastro.
Entusiasmado, o socialista afirmou que na semana que vem irá anunciar o local em que a nova unidade de saúde será construída e em abril lançará o edital para contratação da empresa que realizará o projeto executivo do hospital.
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O senador Blairo Maggi (PR) foi o articulador do encontro, que ocorreu nesta terça-feira (19) na Capital do Distrito Federal. Padilha teria dito a Mendes que o ideal é que o lançamento da obra ocorra ainda este ano, para que os recursos passam ser inseridos no orçamento da União para 2013.
O Ministério da Saúde teria concordado com o projeto da prefeitura de que o pronto socorro não atenda somente urgência e emergência, mas também outras especialidades, como neurologia e cardiologia. O prefeito garantiu que o novo hospital será referência em alta e média complexidade. Antes estimado em cerca de R$ 100 milhões, o valor do projeto pode sofrer alterações já que, agora, o intuito da prefeitura é construir uma unidade com maior abrangência de serviços.
A ajuda de recursos federais é necessário para assegurar a obra, posto que o Palácio Alencastro tem dívidas na ordem de R$ 1 bilhão. Além disso, há um comprometimento de quase todo o orçamento deste ano com programas de infraestrutura como o Poeira Zero.
No primeiro contato da Prefeitura na busca por recursos de Brasília, o Ministério da Saúde chegou a impor como condição a adesão de Cuiabá ao novo modelo de gestão de unidades hospitalares, segundo o qual o município deve abrir uma empresa pública encarregada de gerir, no caso, a unidade de Pronto Socorro.
O prefeito Mauro Mendes já sinalizou concordar, destacando que o regime permite maior flexibilidade na gestão hospitalar, hoje criticada pela escassez de recursos humanos e ineficiência dos serviços devido à burocracia inerente aos procedimentos da administração direta.








