RENAN MARCEL - DA REDAÇÃO
O governo federal firmou durante essa semana cinco pactos com governadores e prefeitos do Brasil, depois dos protestos que tomaram conta das ruas do País. Entre os pactos está a liberação de R$ 5 bilhões para projetos de mobilidade urbana. De olho nos recursos, o prefeito Mauro Mendes (PSB) iniciou, também nessa semana, um estudo técnico para encontrar a melhor solução ao problema do transporte público de Cuiabá. O objetivo é acelerar a elaboração de uma proposta viável e resolutiva.
Ainda na dúvida sobre quais mecanismos a Prefeitura deve propor para complementar o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), o prefeito não descarta a volta do Bus Rápid Transit (BRT) aos planos da Prefeitura.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
“Iniciamos um estudo para saber quais os melhores mecanismos nós podemos propor para complementar o VLT e melhorar o transporte público em Cuiabá. Muitas medidas devem ser tomadas para isso, desde um BRT ou mesmo um corredor exclusivo para ônibus”, afirmou o prefeito.
O modal que disputou com o VLT uma “vaga” entre as obras para a Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá parece ser mesmo a melhor opção, conforme avalia o professor doutor Luís Miguel de Miranda, do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte (Nelt), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que foi consultado pelo RepórterMT.
Para Miranda, é evidente que o VLT por si só não deve resolver efetivamente os problemas de mobilidade da Capital. “Pela capacidade que ele [o VLT] tem, ele vai atender bem Cuiabá por uns 10 ou 15 anos”, afirmou.
O professor explica que o crescimento populacional pode ser um problema caso o sistema de transporte não atue de forma integrada com o VLT. “Digamos que, até um milhão de habitantes, o VLT vai atuar bem, desde que ele tenha um serviço complementar de ônibus bem afinado, bem conjugado com ele. E com certeza do BRT seria essencial”, defende.
Ele lembra que em Cuiabá a soma da extensão das vias por onde transitam os ônibus passam dos 120 km e o VLT deve cobrir 22 km. “O VLT trabalha com 22 km, mas nós temos mais de 120 km de vias e artérias por onde passam ônibus e automóveis... Se puder ter mais 30 km de BRT, teremos um sistema público que suporta até 1,5 milhão de habitantes sem problemas”, avalia.
Apesar da boa notícia sobre a liberação dos recursos federais, o prefeito mantém o pé atrás, já que a realidade financeira dos cofres municipais e a capacidade de endividamento não são tão favoráveis.
“Eu espero que os 50 bilhões sejam de verdade e parte disso possa vir como orçamento geral da União e não apenas como financiamento, senão o município de Cuiabá bate no teto de sua capacidade de financiar”, disse Mendes.
O prefeito ainda criticou a incerteza em relação aos pactos firmados pela presidente Dilma Rousseff (PT). “O governo apresenta uma nova realidade. Vamos ver até onde isso vai ter materialidade. Foi lançado um plano e no dia seguinte teve já houve mudanças, e naquilo que parecia o mais importante dentro do que foi apresentado, que eram a reforma política e constituinte. Eu espero que não haja mais retrocesso”, afirmou.
O estudo que está sendo realizado pela Prefeitura deve demorar cerca de um mês para ser concluído e Mendes lembra ainda da necessidade de ações básicas, como a melhoria dos pontos de ônibus da Capital. “A gente tem que pensar em ações mais simples também. É muito bonito dizer que vamos ter o VLT
ou ações mais simples, como melhoria nos pontos de ônibus...bonito para nós né? Vamos ter o VLT, um dos mais modernos modais, sendo que nossos pontos de ônibus (60%) nem abrigo tem.










Eduardo Alvarenga 02/07/2013
Sou mais a favor do BRT do que VLT, que vai atender uma pequena KM, mas acredito que vai deixar Cuiabá com cara de mais moderna, o VLT.
1 comentários