ANA ADÉLIA JÁCOMO
O candidato a vice-prefeito João Malheiros (PR), na chapa de Mauro Mendes (PSB), reagiu à declaração do rival político e cacique do PMDB no Estado Carlos Bezerra, que afirmou recentemente que Cuiabá só teve prefeito “meia-boca” até hoje. O republicano publicou um artigo nesta segunda-feira (24) e numa espécie de repúdio a Bezerra, intitulou seu texto com a frase: “Mexeu com os meus, mexeu comigo”.
Para Malheiros, a frase de Bezerra é um “tapa na cara” das raízes cuiabanas e, segundo ele, a citação do parlamentar se deve ao afã de querer ajudar a coligação “Cuiabá, Mato Grosso, Brasil”, que tem como candidato a prefeito o petista Ludio Cabral e seu vice Francisco Faiad, a sair vitoriosa do pleito. Ele classificou a ação como ‘eleitoreira”.
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Além disso, fez questão de citar ex-prefeitos e exigiu que o deputado se desculpasse publicamente pela declaração. “Falar que todos são meia-boca é dar um tapa na face das nossas raízes mais profundas. Não me furtarei a chamar sua atenção, pois o passado de um povo não pode ser jogado na lama em função de propósitos eleitoreiros”.
“Ofendeu, entre outros, o Cel. Escolástico, Dr. Fenelon Muller, Julio Muller, Professor Isaac Póvoas, Dr. Manoel José de Arruda, Manoel Miraglia, José Garcia Neto, Hélio Palma de Arruda, Aecim Tocantins, Frederico Campos, Dr. Bento Machado Lobo, José Vila Nova Torres, Benedito Alves Ferraz, Giunchiglio Luiggi Bello, Rodrigues Palma, Anildo de Lima Barros, Gustavo Arruda, o homem das Diretas Já: Dante Martins de Oliveira, Coronel Meireles (falecido recentemente), Roberto França e demais”.
Malheiros não perdeu a oportunidade e alfinetou até mesmo o vereador Francisco Vuolo (ex-PR), seu desafeto político. Ele afirmou que pelo fato de ser filho do ex-prefeito Vicente Vuolo, o colega tem o dever moral de defender a memória de seu pai.
“Quero aqui ressaltar um prefeito que foi, em seu tempo, um ícone: Vicente Vuolo, cujo filho que agora apoia a coligação onde se encontra o deputado Bezerra (Lúdio/Faiad), deve ter o dever moral de defender a memória de seu pai sob pena de, também por motivo eleitoreiro concordar que seu pai, segundo Bezerra, foi um prefeito “meia-boca”, cutucou o candidato.








