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05 de Agosto de 2013, 16h:23 - A | A

POLÍTICA / TRANSPORTE COLETIVO

Derrubada de vetos pela Câmara pode elevar tarifa; SMTU diz que preço chega a R$ 3,25

Prefeito vetou quatro projetos do legislativo, mas vereadores ameaçam derrubar veto e aprovar a volta dos cobradores, por exemplo.

ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação

Secretário Antenor Figueiredo diz que derrubada de vetos vai aumentar passagem (Foto: Rodinei Crescêncio)

Secretário Antenor Figueiredo diz que derrubada de vetos vai aumentar passagem (Foto: Rodinei Crescêncio)

ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação



A Câmara de Vereadores de Cuiabá reinicia as sessões plenárias nesta terça-feira (6). Após 15 dias de “recesso branco”, a expectativa é que os parlamentares comecem derrubando o polêmico veto do prefeito Mauro Mendes (PSB), no que se refere a quatro projetos para o transporte público.

As propostas tratam da volta dos cobradores, pagamento da tarifa por moeda corrente, ampliação do tempo de integração, passe-livre irrestrito aos estudantes, inclusive os de pós-graduação, cursos profissionalizantes e pré-vestibulares. Apenas o aumento do período de integração recebeu o aval de Mendes, passando a ser de duas horas e meia.

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Com a recusa do prefeito, os vereadores já anunciaram a derrubada do veto. Para o secretário municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU), Antenor Figueiredo, os próprios usuários do transporte coletivo irão arcar com as despesas, sendo que, para isso, a tarifa deverá sofrer reajuste, chegando a custar R$ 3,25.

Antenor criticou os projetos dos parlamentares e apontou para um possível dano ao erário. “Se aumentar o número de gratuidades, esse valor terá que ser repassado ao consumidor final. Isso é uma certeza. A prefeitura arca com o transporte de todos os estudantes, inclusive os de escolas particulares, universidades federais e escolas estaduais. Não tem como arcar com tudo isso”, afirmou o secretário.

Segundo a Câmara, há irregularidades na planilha do cálculo tarifário que embasou o aumento da passagem, em dezembro de 2012, de R$ 2,75 para R$ 2,95. Dentre as falhas está a inclusão do custo com salários e benefícios trabalhistas concedidos a cobradores, que desde agosto de 2012 não existem mais no transporte coletivo da Capital. Dentre os auxílios estão uniforme, café da manhã, cesta básica e vale-gás.

Há uma comissão formada por membros do Ministério Público Estadual (MPE), Câmara e SMTU. A equipe apura as supostas falhas. Antenor disse que os vereadores são conscientes de que a ampliação da gratuidade e a volta dos cobradores vai impactar o custo final da passagem.

“Os vereadores sabem que isso pode acontecer. O MPE vai esmiuçar essa planilha, mas posso garantir que há 140 cobradores atuando diretamente e 230 como promotores de venda dos cartões. Se derrubarem o veto do prefeito, a população vai pagar a conta a curto prazo”, disse ele.

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Souza 05/08/2013

É inaceitável colocar a frente de uma secretaria um gestor que não consegue ter habilidade e disposição de buscar alternativa para oferecer um transporte de qualidade e com eficiência à população. Atualmente o transporte coletivo não vem atendendo como deveria, sendo assim a passagem de r$ 2,85 é considerado elevado para a péssimo serviço prestado. Senhor prefeito, se os detentores da concessão do transporte coletivos, não dispõe a oferecer um transporte de qualidade a população, suspenda esta concessão e abra licitação para os empresários deste seguimentos possam oferecer o necessário de um transporte coletivo eficaz e satisfatório a população. Percebo que o secretário não tem habilidade para estar a frente desta secretaria, pois o mesmo não tem sensibilidade humana de entender que o trabalhador ganha pouco e ainda arcar com mais esta despesa. Em sua fala o prefeito está sempre defendendo o reajuste da tarifa, será por que?????

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1 comentários