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28 de Junho de 2013, 18h:10 - A | A

POLÍTICA / COMENTÁRIOS NOS SITES

Câmara revoga lei que exige CPF e RG de leitores na semana que vem

A lei estipula multa e até cassação de alvará para sites e jornais de Cuiabá que não exigirem cadastro dos leitores antes da divulgação de qualquer comentário.

ANA ADÉLIA JÁCOMO, DA REDAÇÃO

Lei esdrúxula denunciada pelo RepórterMT é anacrônica

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ANA ADÉLIA JÁCOMO, DA REDAÇÃO



A Câmara de Vereadores de Cuiabá votou na sessão desta quinta-feira (27) a Lei 5.384 de autoria do ex-vereador Antônio Fernandes (PSDB). A medida visa cadastrar leitores que fazem comentários em sites e jornais da Capital com dados como RG, CPF, endereço completo e e-mail.

Após muita polêmica, os parlamentares revogaram, por unanimidade, a chamada “Lei da Mordaça”. A segunda e última votação ficou para a próxima terça -feira (02).

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A proposta de revogação é de autoria do vereador e jornalista Onofre Júnior (PSB), já que o município não poderia ter criado a exigência por se tratar de uma matéria de competência exclusiva da União.

“Além de ilegal, ela representa uma mordaça na medida em que exige cadastro e divulgação do nome completo e e-mail de quem quiser fazer um comentário”, pondera Onofre.

A lei estipula multa e até cassação de alvará para sites e jornais de Cuiabá que não exigirem cadastro dos leitores antes da divulgação de qualquer comentário.

O clima de animosidade começou a se formar após o prefeito Mauro Mendes (PSB) determinar a notificação de alguns veículos de comunicação.

“Nós entendemos que essa Lei não contribui com a democracia, com a liberdade de imprensa e com a livre manifestação dos leitores. Temos que garantir o livre trabalho da imprensa. Além disso, é um mecanismo que pode ser burlado, pois não garante que as pessoas não possam fornecer informações falsas”, declarou o prefeito recentemente.

Desde 2012 a prefeitura vem sendo notificada pelo Ministério Público para cumprir a Lei; no entanto, a administração anterior não o havia feito porque a Lei fixa o valor da multa para quem descumpri-la em UFIR, unidade que deixou de existir.

Ao encaminhar a quarta notificação, o promotor de Justiça Ezequiel Borges de Campos deixou claro que se a Lei não fosse cumprida, o secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Carlos Máximo, responsável pelas fiscalizações, seria alvo de Ação Civil Pública.

 

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