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09 de Outubro de 2026

28 de Abril de 2013, 07h:56 - A | A

POLÍTICA / ENTREVISTA DA SEMANA

"VLT, efetivamente, entra em operação em maio", diz Mauricio

Maurício Guimarães recebeu o RepórterMT para uma entrevista sobre as obras da Copa do Mundo de 2014 e disse que a Secopa nunca negou informações ao TCE

RENAN MARCEL



À frente da secretaria mais criticada e polêmica do governo Silval Barbosa (PMDB), o secretário Maurício Guimarães está incumbido de fazer acontecer o que poucos acreditam que será sucesso: a Copa do Mundo de 2014,  em Cuiabá. 

 
Guimarães recebeu o RepórterMT na sede da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) para uma entrevista sobre as polêmicas obras em andamento, a "briga" com o TCE e o curto prazo para executar tudo. 
 
Em meio a telefonemas com o governador Silval e o prefeito, Mauro Mendes, Guimarães contou o que realmente aconteceu com as informações para o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), se defendendo das acusações de sonegação de informações, feitas pelo conselheiro do TCE Antônio Joaquim. 
 
A conversa também abordou o funcionamento de duas grandes obras: o VLT e a Arena Pantanal. O secretário chamou atenção para a necessidade de "fazer o dever de casa", referindo-se não somente às obras da Copa, mas a outras áreas, como o Turismo. "A Secopa não faz tudo", disse.
 
 
Confira os principais trechos:
 
RMT: Nessa semana o relator das contas da Secopa, Antonio Joaquim, acusou a Secretaria de sonegar as informações necessárias para a elaboração do relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o andamento das obras da Copa em Cuiabá, que deve ser divulgado nos próximos dias. Ele chegou a dizer que isso soava como intimidação ao órgão e deu 72 horas para que as informações fossem entregues. O que de fato aconteceu com essas informações? 
 
Maurício: Nós temos um compromisso assumido com o conselheiro Antônio Joaquim de que vamos alimentar o sistema GeoObras até o vigésimo dia de cada mês, para que o TCE divulgue o relatório sobre as obras até o dia 30. As medições de fevereiro já estavam no sistema quando o relator deu esse prazo, mas as de março não.

O que aconteceu foi que nós tivemos um problema com as informações de março. Nem todas as informações desse mês foram colocadas no sistema, porque as empresas atrasaram a medição das obras. Ou seja, a Secopa não tinha recebido parte das informações das empresas, referentes ao mês de março, para alimentar o GeoObras. Mas o problema já foi resolvido e o sistema já está com todas as informações para que o TCE elabore o relatório. 
 
RMT: A Secopa negou que tenha havido sonegação de informações e explicou esse atraso, por meio de nota à imprensa. O senhor acha que o conselheiro “pegou pesado” com as expressões “sonegação” e “intimidação”?
 
[Silêncio]... A Secopa nunca sonegou informação. Eu não tinha que encaminhar o relatório, eu tinha que alimentar o sistema GeoObras.  O que houve foi uma dificuldade, pontual, de alimentá-lo. Mas isso a Secopa não entende como sonegar informações. 
 
RMT: Há algum tempo, o discurso a respeito do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estar ou não estar na Matriz de Responsabilidade com a Fifa era de que o modal não era essencial para a realização do evento. Depois da visita do ministro Aldo Rebelo, do Esporte, o discurso mudou (Veja AQUI). Afinal, o VLT está ou não na matriz?
 
Maurício: Ele está na matriz como uma das obras da Copa do Mundo. Sempre esteve, desde o BRT [Bus Rapid Transit]. As obras da matriz são aquelas que, em determinado momento, entenderam que eram importantes para a realização do evento, como a Arena Pantanal.  O VLT está na matriz, vai ser concluído até março. Mas eu pergunto, ele é essencial para a Copa? Sem ele não tem Copa? Claro que tem. 
 
RMT: Então, estar na matriz não significa que a obra seja imprescindível e que vá ficar pronta? 
 
O mundo está avaliando o Brasil através da matriz de responsabilidade. Tudo o que o país diz  que está fazendo para a Copa está na matriz, por isso que tem esse apelo maior de cuidado e comprometimento com os prazos. Mas não necessariamente sem elas não há evento.

RMT: A Secopa garante que o VLT vai estar pronto em março de 2014, mas existe ainda um  período de testes antes do modal começar a operar. Efetivamente, quando o VLT começa a ser usado pela população? 
 
Maurício: Efetivamente, ele entra em operação no finalzinho de maio, começo de junho. O VLT já vai estar funcionando quando os jogos da Copa começarem. Em março as obras físicas ficam prontas, os carros estarão todos aqui, então, nós começaremos a transitar sem ninguém, só com peso dentro por uns 20 dias. Depois, já com pessoas, sem pagamento de passagem, durante 30 ou 40 dias de teste. Esse é o que chamamos de “teste branco”, que serve para cronometrar os carros, fazer o alinhamento do sistema de sinalização, cuidar das integrações... tudo para que,  quando ele entrar efetivamente em funcionamento nós não precisarmos fazer nenhum tipo de ajuste.

RMT: E o valor da passagem? Essa é uma grande preocupação da sociedade...
 
Maurício: O valor da passagem, nós vamos começar a discussão de operação nos próximos 30 ou 40 dias. Mas eu tenho dito, e reafirmo, que o valor da tarifa não será muito diferente do que é praticado hoje. Quando eu falo que não será muito diferente, é porque ela não vai variar de 10 a 15% do valor atual, seja pra cima ou pra baixo.
 
RMT: Secretário, os comerciantes locatários dos imóveis da Av. da Prainha reclamam de prejuízos e, principalmente, falta de informação da Secopa sobre o processo de desocupação da área para a implantação do VLT. Eles dizem que não investem mais em seus comércios, porque a qualquer momento pode ser hora de sair do local. Como está essa situação?
 
Maurício:  São duas situações; uma é a desapropriação do proprietário do imóvel e o outro é a avaliação do fundo de comércio e lucro cessante dos locatários. Todos os proprietários de imóveis já foram notificados, já estão sendo indenizados. O dinheiro dos proprietários foi feito em depósito judicial, isso significa que eles vão fazer o levantamento dos recursos no Judiciário. Inclusive, já vamos começar a remoção de alguns imóveis na Prainha.

Agora, daqueles que estavam usando algum imóvel como ponto comercial, ou seja, os locatários,  nós requeremos de todos que apresentassem os documentos para fazermos os laudos, para que a gente possa fazer a apuração dos valores que eles vão deixar de ganhar com a interrupção do seu negócio.

Demos um prazo de 20 dias para eles, que já venceu. Quanto mais rápido eles entregarem, mais rápido faremos a avaliação para estipular os valores. Precisamos primeiro que eles entreguem os documentos.
 
RMT: Quantos imóveis vão ser desapropriados por causa do VLT? E quanto de indenização isso vai custar? 
 
Maurício: No trajeto do VLT inteiro são 303 imóveis. Isso vai gerar em torno de 55 a 60 milhões de indenização. Falta corrigir e revisar alguns laudos, por isso não tenho valor final.
 
RMT: A Ster Engenharia foi contratada por meio de um processo burocrático e bastante rigoroso, mas não teve capacidade para cumprir os prazos e terminar as trincheiras, deixando algumas obras atrasadas em até 180 dias. O senhor acha que houve alguma falha nesses processos licitatórios?

Maurício: Não! Não houve erro no processo de contratação licitatório. Uma coisa é o processo de contratação, ao qual ela atendeu todas as exigências, a outra coisa é a execução. A contratação não garante a execução. Todas as exigências do processo de contratação ela atendeu. Depois da contratação ela apresentou alguns problemas de capacidade de execução, que nos levavam ao entendimento de que ela estava passando por problemas financeiros.
 
RMT: Então esses problemas não existiam no momento da contratação?
 
Mauricio: A questão financeira, naquele momento, foi avaliada. Os documentos estavam totalmente sadios, estavam saudáveis. Dali para frente é que ela foi, no dia a dia, demonstrando uma certa incapacidade de resposta. Mas não tem nada a ver com o processo de contratação. Naquele processo ela atendeu tudo aquilo que exigia o edital. 
 
RMT: O senhor disse que a contratação não garante a execução? O que garante? 

Maurício: A fiscalização, o acompanhamento no dia a dia..

RMT: Faltou isso com a Ster? 
 
Maurício: Não! A Ster foi notificada 32 vezes antes de rescindirmos contrato. A Secopa não aceita obras mal feitas, nem descumprimento de prazo. No caso da Ster, chegamos a um ponto que não deu mais. Tivemos que fazer a rescisão contratual. Mas isso não foi só com a Ster. Nós rescindimos contrato com a Engemat, com a Guizardi Junior...a Ster é mais um caso. Rompemos com ela, sob pena de comprometer o evento, porque as obras são essenciais para o evento.
 
RMT: As empresas que substituíram a Ster foram contratadas de forma direta, ou seja, com dispensa de licitação. Esse processo é bem menos demorado, burocrático e rigoroso. Quais foram os cuidados que a Secopa adotou para ter certeza de que as empresas são capazes de terminar as obras? 
 
Mauricio: Elas foram contratadas de forma direta, mas através de uma seleção. O cuidado da Secopa é o mesmo em todas as obras, mas isso não garante que não possa acontecer o que aconteceu com as obras da Ster. O que nós fazemos é ter todos os cuidados agora, fazer um acompanhamento mais intenso. O cuidado a mais que tivemos agora é exigência de turnos adicionais, para não comprometer a data de entrega das obras. 
 
RMT: E se ainda assim acontecer?

Maurício: Se acontecer o mesmo, nós vamos rescindir contrato. Mas buscamos todas as garantias de que isso não vai acontecer. Agora só o acompanhamento no dia a dia vai garantir isso.
 
RMT: Recentemente uma pesquisa da KGM revelou que quase 80% da população não acredita na conclusão das obras dentro do prazo. Como o senhor avalia esse pessimismo da sociedade?  

Mauricio: Nós vivemos uma grande euforia quando fomos anunciados como sede de Copa do Mundo. Foi passando o tempo e a sociedade não via nada acontecendo, e então ela entrou em descrédito total.

Em determinado momento as obras começaram a acontecer e a impactar a vida das pessoas. Mas começaram algumas dificuldades de projeto, de remoção de interferências, que atrasaram um pouco essas obras.

Então a sociedade ficou desconfiada: “será que esse povo vai dar conta mesmo?” Eu acho que essa pesquisa é o reflexo de um momento. Daqui uns dez dias, se fizerem de novo uma pesquisa, a gente vai constatar que essa percepção da sociedade está mudando. Isso porque, depois do período de chuvas, a sociedade também viu o ritmo dessas obras acelerando. E, no decorrer do ano, quando tivermos as primeiras inaugurações, as pessoas vão perceber que as coisas estão acontecendo. Essa sensação vai mudar.

RMT: As pessoas reclamam bastante dos atrasos das obras, dos desvios, dos transtornos no trânsito, dos gastos milionários... A população está estressada com a Copa. Vai haver clima para o Mundial em Cuiabá? 
 
Maurício: Certamente! No dia 13 de junho de 2014 vamos estar todos no clima da Copa, todos muito felizes e orgulhosos da cidade que preparamos para receber mais de 70 mil pessoas que vem nos visitar.

RMT: No geral, quanto já foi gasto com a Copa em Mato Grosso? 

Maurício: Temos hoje um orçamento de 2,7 bilhões para a Copa.  Já investimos mais de 600 milhões.

RMT: Existe uma preocupação sobre o funcionamento da Arena Pantanal no pós-Copa, para que ela não se torne um “elefante branco”. O que o governo tem pensado a respeito?
 
Maurício: Durante o evento, a Arena vai ser operada pela Fifa. Camarote, bar e restaurantes, tudo vai ser a Fifa quem vai definir. Depois do evento, estamos terminando agora um modelo. Se for o Estado quem for gerenciar, o Estado vai definir como vai funcionar. Nós temos na Arena espaços para shopping, faculdade, mas isso só vai ser definido depois do evento. Se for uma concessão, a concessionaria é quem vai decidir. 

RMT: Mas a tendência...?

Maurício: A tendência é a concessão. Isso está acontecendo com outras arenas e já existe o interesse de várias empresas e grupos na concessão da nossa também. Mas ainda estamos trabalhando e estudando as possibilidades. 

RMT: O secretário de Turismo da Capital, Marcus Fabrício, revelou uma preocupação com o fato de que Mato Grosso do Sul vende mais pacotes turísticos para a Copa do que Mato Grosso, que tem a cidade-sede. Existe essa preocupação também na Secopa?
 
Maurício: Eu acho que é legítimo que qualquer unidade da Federação faça o seu trabalho e tente ganhar benefícios com a Copa. Existe uma preocupação do Estado como um todo. Nós precisamos fazer o dever de casa. Precisamos mostrar para o mundo que nós não somos uma sede da Copa do Mundo à toa. Nós temos nossos diferenciais: temos a parte mais bonita do Pantanal, temo o Araguaia, a Chapada e Nobres, que é mais bonita que Bonito.

Então nós temos, tão simplesmente, é que fazer nosso dever de casa, que é preparar, embrulhar tudo isso e por em uma prateleira. Ninguém vem aqui para ver trincheiras ou viadutos. Eles vão querer ver nossa cultura, nossa culinária, nosso artesanato e nosso orgulho de sermos cuiabanos e mato-grossenses.  Não temos que nos preocupar com o que Mato Grosso do Sul está fazendo. Temos que fazer a nossa parte. E fazer bem feito. 
 
RMT: E ainda dá tempo de preparar esse produto?

Maurício: Dá. É apertado o prazo? É. Dá pra fazer tudo? Não. Mas o essencial para que a gente possa fazer bonito ainda dá tempo e vamos fazer.  Temos que ser mais agressivos e trabalhar mais fortemente nisso. Agora, quero deixar claro, a Secopa não faz tudo. A secopa apenas é a coordenação local das ações. A copa não é feita pelo secretário, pelo Governo, ou pela prefeitura, ela é feita por todos.

RMT: A Secopa é uma das secretarias mais visadas, talvez a mais visada no governo de Silval Barbosa (PMDB), e é alvo de bastante críticas. Recentemente o senhor foi chamado até de “mártir solitário”. O senhor se identifica com a denominação? 

Maurício: Não! Eu me sinto como um servidor público cumprindo meu trabalho de servidor público. Trabalho muito para dar conta da responsabilidade que me foi atribuída. Eu, junto com a equipe que temos aqui, nós vamos sim conseguir. O desafio é grande, é imenso, mas é possível. Essa questão de mártir é uma visão, uma questão de momento. O assunto da Copa vai ganhar cada dia mais força, porque o evento está se aproximando. A cidade tem que estar preparada, nós temos que estar preparados. E o tempo passa muito rápido.  Hoje [no dia da entrevista] faltam 413 dias. Nós todos estamos tendo que ir em direção ao evento, que é grandioso.
 
RMT: Por causa dessa visibilidade toda que o senhor tem à frente da Secopa, algum partido político já te convidou para uma filiação? 
 
Maurício: Não! E não tenho nenhum interesse político, sou servidor público de carreira. Terminando essa missão na Secopa, volto pra minha Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) onde sou lotado e vou continuar sendo servidor público de carreira. 
 

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alan chicareli 29/04/2013

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK maurício, sai fora daí antes que sua reputação vá por água abaixo... bem fez o adilton sacheti, caiu fora antes de ficar com fama ruimm..

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29/04/2013

olha aí o ICE BIBAAAAA... Qto tempo hem caraa???? PARA DE SE ILUDIR ICE, isso ai vai virar monumento de visitaçao nao vai funcionar 1 mes... isso se ficar pronto.. vc mesmo ta dizendo p cara denunciar.. acorda isso ta cheio de treta, só burro não vê.. venha paasear aki Ice Biba, vou te mostrar uma cidade limpa e organizada... gosto de Cuiabá, não sou contra não, nem tenho inveja de vcs, mas o que condeno é os politicos que so pensam em surripiar seu dinheiro, só isso.. aqui tbm tem politicos canalhas mas nosso IDH é maior, nassas estradas são melhores.... vai entender!!!!

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ICEPEPPER 28/04/2013

KKK coitado desse campograndense dá dó dele,a inveja no 12,kkk.E esse Arnaldo quer enganar quem,fiquei sabendo?Se sabe de algo protocola denúncia,essa conversinha fiada,não engana ninguém mais meu caro.

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Campograndense 28/04/2013

IHHHH esse Nei ai de cima deve ser funcionário do governo, só pode.. ta dando uma de aspone, neii???? se liga essas porra toda não vai sair.. doce ilusão dos cuiabanos...

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Nei 28/04/2013

Na verdade nós vamos sentir saudades desse imenso canteiro de obras que se transformou Cuiabá, porque são obras de grande porte jamais vista neste estado e tão cedo não teremos outras ! É a sede da copa 2014 que terá o maior legado em infraestrutura viária e transporte coletivo ! Estão de parabéns os idealizadores e executores !

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MAURO JR 28/04/2013

o secretario até pode ser um cara sério, mas sinceramente não acredito que O VLT saia antes de 2020

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mario borges 28/04/2013

ta bom secretario, a gente acredita em papai noel e coelho da pascoa tbm.... esse gov e uma vergonha p mato grosso.. pronto, falei

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Arnaldo Alves 28/04/2013

Pergunta pra ele como será a concessão do VLT??? Fiquei sabendo que tem coisa errada por detrás disso.

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8 comentários