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"Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido".
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Apesar de não ter conseguido participar da reunião entre o presidente nacional do PTD, o ex-ministro de do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e o governador Pedro Taques (PDT), na última quinta-feira (16), o presidente regional do PDT, deputado Zeca Viana, avalia que o governador não irá deixar o partido.
Evitando falar sobre a crise de relacionamento, que após diversas críticas ao governo, se instalou entre ele e Taques, o deputado disse em entrevista ao RepórterMT que o governador apenas se declarou descontente com alguns posicionamentos do partido em nível nacional, principalmente quanto ao apoio do PDT ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
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"Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido".
“Ele (Taques) continua no partido. Ele tem um certo descontentamento com o partido, sim, inclusive no posicionamento nacional. Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido. Ele é o líder maior do partido, né? Vai sair para um outro partido, para deixar de ser cacique para ser índio? Não é fácil”, frisou Viana.
“O PDT vai desvinculando devagarinho, vai indo porque o próprio PDT está muito descontente com o governo federal".
Segundo o presidente regional do PDT, o partido deve reduzir seu apoio ao governo Dilma de forma gradual, como já teria confirmado o próprio Lupi.
“O PDT vai desvinculando devagarinho, vai indo porque o próprio PDT está muito descontente com o governo federal, então ele ajudou a eleger, o PDT nacional ajudou, não nos aqui no Mato Grosso, mas o PDT tem que caminhar com suas próprias pernas, ele não pode ser só coadjuvante, não”, declarou.
“Nós nunca nos separamos. Eu como presidente do partido, eu sou um, e como parlamentar eu sou outro".
Quanto às suas desavenças junto ao governador desde que passou de “fiel escudeiro” durante a campanha, para “metralhadora de críticas” após a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Viana apenas pontuou que seriam posicionamentos parlamentares e negou que tenha rompido politicamente com Taques.
“Nós nunca nos separamos. Eu como presidente do partido, eu sou um, e como parlamentar eu sou outro. Eu tenho que trabalhar dentro da função de um parlamentar e como presidente do partido, como presidente do partido. Então o meu posicionamento continua”, argumentou.
O deputado ainda pontuou que o governador já teria compreendido seu posicionamento no Parlamento e que isso não seria surpresa para Taques.
"Ele sabia que eu apesar de companheiro,eu sou meio linha dura, mas o legítimo companheiro, aquele companheiro que realmente é fiel ao companheiro é aquele que contesta".
“Ele já entendia isso antes. Ele sabia que eu apesar de companheiro, eu sou meio linha dura, mas o legítimo companheiro, aquele companheiro que realmente é fiel ao companheiro é aquele que contesta, não é aquele que diz amém, porque aquele que só diz amém é puxa-saco, não é companheiro. Não sou oposição em hipótese nenhuma”, ressaltou.
As “rusgas” entra Viana e Taques começaram quando o deputado passou a reclamar que os cargos prometidos ao partido, no governo, estavam sendo destinados a outras siglas, que nem mesmo eram coligadas, além de relatar na tribuna da Assembleia Legislativa, medidas governistas no mínimo suspeitas.
A visita de Carlos Lupi a Mato Grosso teve o objetivo de fazer Taques abandonar qualquer possibilidade de sair do PDT. Apesar de Viana ter marcado um encontro em que ele também participaria, Taques se recusou e manteve sua audiência com Lupi sem a presença do deputado, em uma conversa particular que ocorreu na residência do governador.













