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20 de Abril de 2015, 20h:48 - A | A

POLÍTICA / APÓS TRINCAR RELAÇÃO

Viana diz que Taques fica no PDT, e que partido vai se desvincular de Dilma

O deputado disse que o governador apenas se declarou descontente com alguns posicionamentos do partido em nível nacional, principalmente quanto ao apoio do PDT ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Reprodução

"Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido".

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Apesar de não ter conseguido participar da reunião entre o presidente nacional do PTD, o ex-ministro de do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e o governador Pedro Taques (PDT), na última quinta-feira (16), o presidente regional do PDT, deputado Zeca Viana, avalia que o governador não irá deixar o partido.

Evitando falar sobre a crise de relacionamento, que após diversas críticas ao governo, se instalou entre ele e Taques, o deputado disse em entrevista ao RepórterMT que o governador apenas se declarou descontente com alguns posicionamentos do partido em nível nacional, principalmente quanto ao apoio do PDT ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

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"Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido".

“Ele (Taques) continua no partido. Ele tem um certo descontentamento com o partido, sim, inclusive no posicionamento nacional. Aí ele cobrou muito o Lupi para desvincular do governo federal, mas ele continua no partido. Ele é o líder maior do partido, né? Vai sair para um outro partido, para deixar de ser cacique para ser índio? Não é fácil”, frisou Viana.

“O PDT vai desvinculando devagarinho, vai indo porque o próprio PDT está muito descontente com o governo federal".

Segundo o presidente regional do PDT, o partido deve reduzir seu apoio ao governo Dilma de forma gradual, como já teria confirmado o próprio Lupi.

“O PDT vai desvinculando devagarinho, vai indo porque o próprio PDT está muito descontente com o governo federal, então ele ajudou a eleger, o PDT nacional ajudou, não nos aqui no Mato Grosso, mas o PDT tem que caminhar com suas próprias pernas, ele não pode ser só coadjuvante, não”, declarou.

“Nós nunca nos separamos. Eu como presidente do partido, eu sou um, e como parlamentar eu sou outro".

Quanto às suas desavenças junto ao governador desde que passou de “fiel escudeiro” durante a campanha, para “metralhadora de críticas” após a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Viana apenas pontuou que seriam posicionamentos parlamentares e negou que tenha rompido politicamente com Taques.

“Nós nunca nos separamos. Eu como presidente do partido, eu sou um, e como parlamentar eu sou outro. Eu tenho que trabalhar dentro da função de um parlamentar e como presidente do partido, como  presidente do partido. Então o meu posicionamento continua”, argumentou.

O deputado ainda pontuou que o governador já teria compreendido seu posicionamento no Parlamento e que isso não seria surpresa para Taques.

"Ele sabia que eu apesar de companheiro,eu sou meio linha dura, mas o legítimo companheiro, aquele companheiro que realmente é fiel ao companheiro é aquele que contesta".

“Ele já entendia isso antes. Ele sabia que eu apesar de companheiro, eu sou meio linha dura, mas o legítimo companheiro, aquele companheiro que realmente é fiel ao companheiro é aquele que contesta, não é aquele que diz amém, porque aquele que só diz amém é puxa-saco, não é companheiro. Não sou oposição em hipótese nenhuma”, ressaltou.

As “rusgas” entra Viana e Taques começaram quando o deputado passou a reclamar que os cargos prometidos ao partido, no governo, estavam sendo destinados a outras siglas, que nem mesmo eram coligadas, além de relatar na tribuna da Assembleia Legislativa, medidas governistas no mínimo suspeitas. 

A visita de Carlos Lupi a Mato Grosso teve o objetivo de fazer Taques abandonar qualquer possibilidade de sair do PDT. Apesar de Viana ter marcado um encontro em que ele também participaria, Taques se recusou e manteve sua audiência com Lupi sem a presença do deputado, em uma conversa particular que ocorreu na residência do governador.

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