Assessoria

“Eu não conheci Taques dessa forma. Ele sempre falou que não deixava companheiro no caminho".
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Presidente regional do PDT, o deputado Zeca Viana, que foi um dos principais apoiadores do governador Pedro Taques (PDT), desde sua pré-campanha, fez questão de usar a tribuna da Assembleia Legislativa nesta semana para reclamar da “ingratidão” do chefe do executivo e declarar o quanto sua relação com Taques estaria abalada.
“Nós estamos realmente nessa crise do partido junto ao nosso governador. O governo passa, mas o PDT vai continuar e nós vamos ter sempre o PDT lutando para conquistar seu espaço".
“Nós estamos realmente nessa crise do partido junto ao nosso governador. Não posso negar isso e preciso passar isso aos nossos companheiros do interior do Estado. Eu vou lutar mais uns dias e depois vou pessoalmente levar minha mensagem no interior, porque o governo passa, mas o PDT vai continuar e nós vamos ter sempre o PDT lutando para conquistar seu espaço e eles podem contar comigo para defender nas ações boas, não nas ações ruins”, disparou.
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"Nós temos um secretário e uma secretária condenados a devolver dinheiro público e o nosso governador não se manifestou.O mínimo que ele tinha que fazer era afastá-los", disse o deputado do PDT.
As críticas de Viana a Taques, na tribuna, iniciaram com o parlamentar relatando que um pedido seu não teria sido atendido por um secretário de Estado, que teria deixado claro que sua assinatura não era bem recebida.
O deputado disse estranhar a atitude porque não reconhecia Taques agindo desta forma e aproveitou para disparar contra a decisão do governador em manter em seu staff o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto e Paolla Reis, como secretária-adjunta da Casa Civil, sendo que ambos foram condenados pelo Tribunal de contas do Estado a devolver R$ 190 mil aos cofres públicos, devido a projetos irregulares da Cultura.
“Eu cobrei um posicionamento porque nós temos um secretário e uma secretária condenados a devolver dinheiro ao erário público e o nosso governador não se manifestou diante disso. O mínimo que ele tinha que fazer era afastar até que se esclarecesse tudo”, criticou.
"Eu não conheci Taques dessa forma. Ele sempre falou que não deixava companheiro no caminho", comentou Viana.
Com as feridas ainda não cicatrizadas desde que Taques não o apoiou quando quis encabeçar a disputa pela Mesa Diretora da Assembleia, o presidente regional do PDT reclamou que os pedidos de cargos para partidários não tem sido atendidos pelo governador.
“Eu não conheci Taques dessa forma. Ele sempre falou que não deixava companheiro no caminho. (...) Quero que diga se vai dar oportunidade, ou não. Vamos trabalhar com o PDT da mesma forma, mas o PDT se preocupa pela falta de companheirismo e pela falta de lupo que nosso partido vai deixar de fazer”, reclamou.
"Isso vai passar e os interesses públicos que o senhor representa serão tratados com respeito. (...) Não há nada mais gostoso que o reencontro, disse WS".
Ao RepórterMT, Viana afirmou que não tem mantido contato com Taques e quer ter com ele o mesmo estilo ‘linha dura’ que teve na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
GALINHO APAZIGUADOR
Tentando apaziguar a revolta de Viana, o recém-nomeado líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), argumentou que a rusga não passaria de questão de momento e lembrando discordâncias passadas que teve com o ex-governador Dante de Oliveira (in memorian), disse ter certeza do “reenlace” de Taques e Viana, o qual faria questão de ser uma “formiguinha” para testemunhar.
“O senhor não será segregado. (...) Isso é um momento. Isso vai passar e os interesses públicos que o senhor representa serão tratados com respeito. Vamos deixar baixar a poeira e esfriar os ânimos. Os seus quase 40 mil eleitores não podem ser desrespeitados. O governador já deu ordem a seu secretariado para que trate o senhor com respeito ao cargo que ocupa. (...)Quero dizer aos senhores que não há nada mais gostoso que o reencontro”, argumentou.













