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02 de Fevereiro de 2015, 22h:00 - A | A

POLÍTICA / INIMIGO ÍNTIMO

Viana ameaça acionar MP caso Taques nomeie gente do PMDB e PSD

Segundo o presidente do partido de Taques, ele teria provas de que a troca de votos por cargos teria ocorrido, mas diz que só irá usa-las caso o ato seja ‘consumado’.

Assessoria

O deputado também é presidente regional do PDT, partido de Taques.

O deputado também é presidente regional do PDT, partido de Taques.

KEKA WERNECK / MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Em resposta ao secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o deputado Zeca Viana, presidente regional do PDT disse, em coletiva à imprensa no final da sessão da manhã desta segunda-feira (02), a primeira do ano, que pretende representar o Governo do Estado, junto ao Ministério Público Estadual, assim que forem empossados para cargos comissionados nas regiões Araguaia e Norte nomes do PMDB e PSD. Viana denuncia que, em campanha eleitoral, Taques teria negociado votos por cargos.

"Se eles não nomearem vai estar tudo na paz e amor, porque os cargos lá são dos meus companheiros do PDT”.

Diante da especulação pública feita por Viana, o secretário-chefe da Casa Civil, que está na linha de frente das nomeações junto ao governador Pedro Taques (PDT), sugeriu que o deputado Viana leve suas suspeitas às autoridades competentes e o deputado respondeu.

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“Eles vão ser representados, sim, no Ministério Público”, disparou.

Ainda sobre a possível barganha de cargos públicos, que segundo Viana teria sido negociada pelo deputado Baiano Filho (PMDB), o deputado chegou a ameaçar o governador caso de posse aos escolhidos em questão.

“Eu espero que o meu governador Pedro Taques não caia na besteira de nomear um cargo do PMDB naquele Vale do Araguaia porque senão ele vai ter que responder no Ministério, sim”, declarou.

Segundo o presidente do partido de Taques, ele teria provas de que a troca de votos por cargos teria ocorrido, mas diz que só irá usa-las caso o ato seja ‘consumado’.

“Se o governador do meu partido não aceitar nós fortalecermos nossos legítimos companheiros, aí vai ser difícil nos entendermos nesse governo”.

“A minha prova vai ser após a nomeação. Se eles não nomearem vai estar tudo na paz e amor, porque os cargos lá são dos meus companheiros do PDT”, frisou.

Questionado pelos jornalistas, o deputado rebateu a possibilidade de estar se sentindo excluído da gestão Taques, afirmando que apenas cumpre seu papel, como parlamentar, que é fiscalizar e fazer leis.

“É o que eu sempre fiz no governo anterior, é meu papel”, argumentou.

Aos jornalistas, Viana reclamou que fez várias indicações de cargos a Taques, mas que não teria sido atendido em nenhuma nomeação, portanto não considera justo que as indicações da oposição sejam acatadas e insinua que isso possa desencadear um ‘racha’ no PDT.

“Se o governador do meu partido não aceitar, nós fortalecermos nossos legítimos companheiros, aí vai ser difícil nos entendermos nesse governo”, avisou.

Viana, que no fim de 2014 era o mais cotado para ser o líder do governo na Assembleia Legislativa, agora recusa e desdenha do posto, caso fosse oferecido a ele. Claro que não deve ser oferecido, depois da "traição" ao governador. 

“Se fosse até convidado agradeceria, mas não é momento. Meu momento passou. Hoje eu não teria nem moral de defender o governador da forma que se instalou essas picuinhas nossas, mas temos bons nomes”, argumentou. 

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