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10 de Setembro de 2026

10 de Setembro de 2026, 17h:39 - A | A

POLÍTICA / REFLEXOS NO SETOR PRODUTIVO

Mauro aponta prejuízos e critica novo imposto: "Vamos perder com essa reforma tributária"; veja vídeo

Participando do Diálogo com Candidatos ao Senado Federal promovido pela Aliança do Setor Produtivo, Mauro analisa impactos do IBS e da nova carga tributária.

RepórterMT

Mauro aponta desequilíbrios para exportadores e dispara contra a ineficiência do governo federal.

Mauro aponta desequilíbrios para exportadores e dispara contra a ineficiência do governo federal.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Durante o evento Diálogo com Candidatos ao Senado Federal, promovido na quarta-feira (9) pela Aliança do Setor Produtivo, grupo que reúne a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), o candidato ao Senado Mauro Mendes (União) avaliou os reflexos da reforma tributária sobre a economia nacional e regional.

Na avaliação do ex-governador, a promessa de reestruturação fiscal gerou expectativas contraditórias e caminha para um cenário desfavorável. Com trajetória ligada ao empreendedorismo e à gestão empresarial, Mauro destacou criticou as mudanças trazidas pela Emenda Constitucional da Reforma Tributária. Ele apontou que a implementação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo subnacional que substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal), altera a dinâmica do sistema de crédito e débito não cumulativo.

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Segundo Mauro, o mecanismo atualizado da nova legislação prevê que o exportador acumule créditos tributários ao longo de toda a cadeia produtiva e receba a restituição de forma prioritária, antes mesmo da alocação de verbas para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública. Na visão do candidato, isso resulta na desoneração prática de grandes exportadores e gera uma distorção fiscal.

"O cidadão brasileiro achava que fazendo uma reforma tributária ia pagar menos imposto, e o Estado brasileiro, todos os seus entes, achava que ia arrecadar mais. Coisas muito incompatíveis. No final, nós vamos perder todos. Essa reforma tributária foi excepcional para quem é exportador; quem é exportador nesse país não vai pagar nada de imposto".

Para Mauro, o país sofre com gargalos burocráticos e com a lentidão em licenças ambientais, contrastando a eficiência obtida na gestão estadual com o atraso do governo federal.

"O Brasil é um país burocrático e ineficiente. Aquilo que nós conseguimos fazer um pouco em Mato Grosso, que é melhorar a eficiência da gestão estadual, o governo federal está anos-luz atrasado e precisa ter mudanças, que passam pela mudança de mentalidade, mas necessariamente por mudanças normativas na legislação brasileira", declarou.

Veja o vídeo:

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